Relatórios recentes indicam que uma nova altcoin season pode exigir mais paciência dos investidores, apesar de sinais iniciais de rotação de capital no mercado cripto. O Bitcoin manteve sua dominância em torno de 59%, enquanto altcoins selecionadas como Ethereum e Solana continuam concentrando fluxos institucionais bilionários. O pano de fundo segue sendo um mercado mais seletivo, no qual capital institucional busca liquidez e fundamentos antes de se espalhar por projetos de menor capitalização.
Nas últimas 24 horas, o Bitcoin consolidou próximo de US$ 89.000, com variação marginal positiva, enquanto o índice amplo de altcoins avançou pouco mais de 1%, segundo dados agregados de mercado. Esse descompasso reforça a leitura de que a rotação ainda não é generalizada. Para o investidor brasileiro, isso significa que o timing e a escolha de ativos continuam sendo mais importantes do que simplesmente “comprar o mercado”.
No cenário macro, juros globais ainda elevados e maior escrutínio regulatório mantêm o apetite por risco contido, favorecendo ativos com maior capitalização e liquidez. Historicamente, altcoin seasons amplas só ganham tração quando esse contexto se torna mais favorável.
O Que Está Acontecendo Com a Chamada Altcoin Season?
Altcoin season é o período em que a maioria das altcoins supera o desempenho do Bitcoin, geralmente acompanhado por queda acentuada da dominância do BTC. Hoje, essa dominância segue perto de 59%, nível que historicamente atua como gatilho inicial de rotação, mas ainda insuficiente para uma expansão ampla.
O índice de altcoin season chegou a tocar níveis extremos no fim de 2025, impulsionado principalmente por Solana, mas recuou nas semanas seguintes. Na prática, isso mostra força concentrada, não uma alta generalizada. O Ethereum, negociado em torno de US$ 2.900, acumula ganhos moderados na semana, enquanto mais de 60% das altcoins de média capitalização seguem lateralizadas.
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Para traders brasileiros, o recado é claro: força relativa importa mais do que narrativas amplas. Nem toda alta pontual significa início de ciclo.
Fluxos Institucionais Favorecem Grandes Altcoins
Dados de fundos mostram que o Ethereum recebeu mais de US$ 12 bilhões em inflows ao longo de 2025, segundo levantamentos de mercado, reforçando sua posição como principal alternativa institucional ao Bitcoin. Solana e XRP também atraíram bilhões em aportes, sustentando a preferência por ativos líquidos e com infraestrutura consolidada.
Esse capital ainda não chegou às altcoins menores, que continuam sofrendo com baixo volume e maior volatilidade. Não por acaso, em episódios recentes de aversão ao risco, esses tokens recuam com mais intensidade do que BTC e ETH.
Do ponto de vista técnico, o RSI diário do ETH gira próximo de 55, indicando momentum moderado, enquanto o MACD segue positivo, mas sem aceleração forte. Já em muitas altcoins menores, o RSI permanece abaixo de 45, sinalizando fraqueza relativa.
Quais São Os Riscos De Antecipar a Rotação?
O principal risco é confundir ralis pontuais com mudança estrutural de ciclo. Em 2021, a dominância do Bitcoin caiu de 60% para perto de 40% em menos de dois meses, algo que ainda não se repete no ciclo atual.
Além disso, métricas on-chain mostram que o supply de altcoins em exchanges permanece elevado, sugerindo pressão vendedora latente. Movimentos de baleias continuam concentrados em BTC e ETH, limitando o potencial de altas sustentáveis em projetos menores.
Para o investidor brasileiro, isso reforça a necessidade de gestão de risco e diversificação consciente, especialmente em um ambiente de câmbio volátil.
Em síntese, os dados indicam que a altcoin season ampla ainda não se confirmou, apesar de sinais iniciais em grandes projetos. Se a dominância do Bitcoin romper com clareza abaixo de 58% e os volumes se espalharem pelo mercado, o cenário pode mudar. Até lá, paciência e seletividade continuam sendo as estratégias mais racionais.

