O Ethereum processou 203,9 milhões de transações no segundo trimestre de 2026, um recorde que representa alta de 68,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados do Token Terminal. O throughput médio da camada 1 também atingiu um recorde de 25,9 transações por segundo – mas o dado vem acompanhado de um contraponto relevante: os usuários ativos mensais caíram 30% no trimestre, para 9,2 milhões.
Ethereum bate recorde de transações, mas usuários ativos recuam
O contraste entre volume recorde e base de usuários menor chama atenção porque inverte a lógica mais intuitiva de que mais transações deveriam vir de mais gente usando a rede. Os dados do Token Terminal mostram exatamente o oposto neste trimestre: uma base mais concentrada de usuários gerou, no agregado, um volume de atividade nunca visto na história do Ethereum L1.
A fonte primária não atribui uma causa específica a esse padrão, apenas registra que os usuários remanescentes passaram a gerar significativamente mais transações per capita. Vale lembrar que o funcionamento do pagamento de taxas na rede é um dos pontos técnicos que moldam esse tipo de comportamento – tema que o CriptoFácil já explicou ao detalhar a proposta EIP-8141 sobre gas sem ETH.
Taxas e tokenização reforçam a atividade da rede
As taxas cobradas na rede subiram 31,6% no trimestre, para US$ 52,5 milhões (aproximadamente R$ 304,5 milhões ao câmbio de R$ 5,80). A receita proveniente da queima de ETH mais que dobrou, alcançando US$ 17,1 milhões (cerca de R$ 99,2 milhões) – um sinal de que o blockspace disputado no período não ficou mais barato, ao contrário do que se poderia supor diante de um recorde de throughput.
O mercado de ativos tokenizados hospedados no Ethereum teve média de US$ 203,1 bilhões (aproximadamente R$ 1,178 trilhão) no trimestre. Desse total, stablecoins somaram US$ 176,8 bilhões (cerca de R$ 1,025 trilhão) e fundos tokenizados chegaram a US$ 20,8 bilhões (aproximadamente R$ 120,6 bilhões), com os fundos tokenizados de títulos do Tesouro dos EUA batendo média recorde de US$ 7,5 bilhões (cerca de R$ 43,5 bilhões). O Ethereum manteve a maior participação entre as principais redes tanto em stablecoins quanto em fundos tokenizados, ainda que o TVL médio do ecossistema tenha recuado 9,2% no trimestre, para US$ 287,2 bilhões (aproximadamente R$ 1,666 trilhão) – um movimento que guarda alguma semelhança com a dinâmica de taxas e demanda observada em outras redes, como o CriptoFácil já detalhou ao comparar taxas da Solana e ativos tokenizados.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
Staking cresce e amplia o contexto para o ETH
A proporção de ETH em staking atingiu recorde de 32%, o que indica participação mais forte na segurança da rede. O número de endereços que mantêm ETH também subiu 6,6%, para 312,1 milhões – métrica que, por sua natureza, tende a incluir endereços inativos ou duplicados e merece leitura com cautela.
A evidência primária afirma que o conjunto de sinais – maior uso da rede, staking em expansão e tokenização crescente – pode sustentar a posição de longo prazo do Ethereum, sem que isso configure garantia de valorização do ETH no curto prazo. No momento do levantamento, o ETH era negociado perto de US$ 2.538 (aproximadamente R$ 14.720), com alta de 1,18% em 24 horas.
- Leia também: EIP-8141: a proposta que permite gas sem ETH
- Leia também: Taxas da Solana e a corrida por ativos tokenizados

