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Pagamentos com stablecoins na Solana atingem US$ 971 milhões por semana

Volume de stablecoins na Solana atinge recorde de US$ 650 bilhões em fevereiro
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A rede Solana registrou US$ 971 milhões (aproximadamente R$ 5,7 bilhões na cotação atual de R$ 5,87 por dólar) em pagamentos semanais com stablecoins – número que representa uma triplicação em doze meses a partir de uma base de US$ 306 bilhões anuais para o patamar atual que projeta quase US$ 1 trilhão por semana, e que consolida a rede como a segunda maior plataforma de liquidação em USDC do mundo, atrás apenas do Ethereum. O dado emerge em meio à expansão de infraestruturas de pagamento corporativo: Mastercard, Worldpay e Western Union desenvolvem sistemas de pagamento via stablecoin na rede através da Solana Developer Platform (SDP), enquanto a capitalização de mercado das stablecoins na rede avançou US$ 900 milhões em um único intervalo de 24 horas – sinal de que a liquidez institucional está entrando em velocidade crescente. O movimento posiciona a Solana não mais como plataforma especulativa, mas como infraestrutura de liquidação em disputa direta com sistemas tradicionais como Swift e redes de cartão.

A pergunta que domina as mesas de operação é clara: este volume de quase US$ 1 bilhão semanal representa adoção estrutural e permanente de uma infraestrutura de pagamentos globais – ou é um acúmulo pontual de fluxos institucionais que pode reverter tão rapidamente quanto chegou, sem traduzir em demanda duradoura por SOL?

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Contexto do mercado

O crescimento da Solana como plataforma de stablecoins não é evento de 2025 – é a aceleração de uma trajetória que se consolidou ao longo de dois anos. Em 2024, o volume mensal de stablecoins em todas as redes combinadas oscilava entre US$ 400 bilhões e US$ 700 bilhões. Em meados de 2025, esse número superou US$ 800 bilhões mensais pela primeira vez, impulsionado pela expansão do USDC e pela entrada de protocolos DeFi de grande porte na rede. Em fevereiro de 2026, a Solana bateu um recorde interno de US$ 650 bilhões em transações com stablecoins em um único mês – mais que o dobro do pico anterior registrado em outubro de 2025 – marcando o ritmo de crescimento mais acelerado entre as principais redes Layer 1.

A expansão foi catalisada por movimentos precisos no lado da oferta de liquidez. A Circle emitiu aproximadamente US$ 750 milhões em USDC na rede em um único período de 24 horas, sinalizando que emissoras reguladas passaram a enxergar a Solana como destino prioritário de capital institucional. Paralelamente, novas stablecoins entraram no ecossistema: a Western Union lançou a USDPT e a Jupiter introduziu a JUPUSD, diversificando as opções de liquidez disponíveis na rede além do duopólio USDC/USDT. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a expansão da USDG da Paxos na Solana, o ecossistema da rede passou por uma fase de consolidação de liquidez que hoje se reflete nos números semanais.

No plano regulatório e institucional, a entrada de Mastercard e Worldpay na SDP representa uma inflexão qualitativa: pela primeira vez, redes de pagamento tradicionais com volume combinado superior a US$ 22 trilhões anuais estão construindo ativamente sobre a infraestrutura da Solana, e não apenas observando. A Chainalysis projeta que o volume global de stablecoins pode atingir entre US$ 719 trilhões e US$ 1,5 quatrilhão até 2035 – conforme detalhamos em nossa cobertura das projeções de volume de stablecoins até US$ 1,5 quatrilhão publicadas pela Chainalysis. Dentro desse cenário macro, os quase US$ 1 bilhão semanais da Solana são um ponto de partida, não um teto.

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Em termos simples, imagine

Imagine que o Pix do Banco Central brasileiro, em vez de liquidar transações em reais dentro do sistema financeiro nacional, começasse a processar transferências em dólares digitais para qualquer pessoa no mundo – sem horário de funcionamento, sem limite de fronteira, com taxa próxima de zero e liquidação em segundos. Agora imagine que esse sistema processasse R$ 5,7 bilhões toda semana, e que empresas como Mastercard e grandes fintechs globais estivessem construindo seus próprios produtos em cima dessa infraestrutura. Essa é, em essência, a escala que a Solana atingiu nos pagamentos com stablecoins.

A analogia com o Pix é precisa porque ambos compartilham a mesma proposição de valor: velocidade, custo baixo e disponibilidade 24/7. A diferença estrutural é que o Pix opera dentro de uma jurisdição regulada pelo Banco Central do Brasil, com garantias institucionais explícitas, enquanto a Solana opera em escala global, sem fronteiras, mas também sem a rede de segurança soberana. No contexto cripto, isso muda o perfil do risco: o crescimento é real e mensurável, mas a estabilidade dessa infraestrutura depende da manutenção do consenso de rede, da confiança nas emissoras de stablecoins e da ausência de choques regulatórios nas principais jurisdições onde esses fluxos se originam.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

  • ‘A Triplicação Silenciosa’ – Os pagamentos semanais com stablecoins na Solana cresceram 3,2 vezes em doze meses, saltando de uma base anualizada de US$ 306 bilhões para o patamar atual que projeta quase US$ 972 bilhões por ano (aproximadamente R$ 5,7 trilhões). Esse ritmo de crescimento supera o de qualquer outra rede Layer 1 no mesmo período, incluindo o Ethereum. A consistência do crescimento – e não apenas o volume pontual – é o dado mais relevante para avaliar adoção estrutural.
  • ‘O Domínio do USDC’ – O USDC representa 74% do total de stablecoins em circulação na Solana, tornando a rede a segunda maior plataforma de USDC do mundo, atrás apenas do Ethereum. A concentração em um ativo regulado e auditado sinaliza preferência institucional por garantias explícitas – e distingue o fluxo da Solana de ambientes dominados por stablecoins algorítmicas ou de menor transparência. Para investidores institucionais, o peso do USDC funciona como proxy de credibilidade do ecossistema.
  • ‘O Bilhão em 24 Horas’ – A capitalização de mercado total de stablecoins na rede avançou US$ 900 milhões (cerca de R$ 5,3 bilhões) em um único intervalo de 24 horas, velocidade comparável à entrada de liquidez em mercados de renda fixa de grandes economias emergentes. Esse tipo de influxo pontual geralmente precede períodos de maior atividade em protocolos DeFi como Kamino e Jupiter, onde a liquidez disponível se converte em volume de negociação e receita de protocolo.
  • ‘O Trilhão de 2025’ – Antes das acelerações de 2026, a Solana já havia processado mais de US$ 1 trilhão em volume total de stablecoins ao longo de 2025 – número que estabeleceu a rede como infraestrutura de pagamentos relevante antes mesmo do ciclo atual de crescimento. Esse histórico importa porque demonstra que os volumes de 2026 não são um evento isolado, mas a continuação de uma curva de adoção com raízes concretas.
  • ‘As Corporações na SDP’Mastercard, Worldpay e Western Union estão desenvolvendo ativamente sistemas de pagamento em stablecoin via a Solana Developer Platform. O volume combinado processado por essas três empresas em seus sistemas tradicionais supera US$ 35 trilhões anuais. Mesmo que apenas uma fração migrasse para trilhos blockchain, o impacto sobre a demanda por capacidade de processamento da rede – e indiretamente sobre o SOL como ativo de gas – seria significativo.
  • ‘O Recorde de Fevereiro’ – Em fevereiro de 2026, a Solana processou US$ 650 bilhões em transações com stablecoins em um único mês, mais que o dobro do pico anterior de outubro de 2025. A velocidade de aceleração – dobrar um recorde histórico em menos de quatro meses – é atípica mesmo para mercados cripto e sugere que a rede ultrapassou um limiar de escala que atrai mais liquidez de forma autorreforçante.

Em síntese, os dados apontam para uma transição qualitativa na Solana: de plataforma associada ao ciclo especulativo de memecoins para infraestrutura de liquidação utilizada por corporações globais e protocolos DeFi de grande escala. O volume de US$ 971 milhões semanais não é ruído – é sinal consistente, reforçado por múltiplos vetores simultâneos de crescimento.

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O que muda na estrutura do mercado?

O efeito de primeira ordem é direto e mensurável: o crescimento do volume de stablecoins aumenta a demanda por transações na rede Solana, o que significa maior consumo de gas pago em SOL. Quanto maior o volume de pagamentos, maior a pressão de compra estrutural sobre o token nativo – não por especulação, mas por necessidade operacional. Esse mecanismo é o mesmo que sustenta a demanda por ETH no ecossistema Ethereum, e representa uma mudança fundamental no perfil de risco do SOL: de ativo puramente especulativo para ativo com demanda fundamentada em utilidade real e crescente.

O efeito de segunda ordem afeta a competição entre blockchains. A entrada de Mastercard, Worldpay e Western Union na SDP cria um efeito de lock-in institucional: uma vez que grandes corporações constroem integrações técnicas sobre uma plataforma, o custo de migração cresce exponencialmente. Se os pilotos dessas três empresas na Solana produzirem resultados positivos nos próximos trimestres, a janela para que concorrentes como Ethereum, Base ou Avalanche capturem esses fluxos se fecha progressivamente. O *smart money* institucional parece já ter feito essa leitura – a concentração de USDC na Solana como segunda maior rede do ativo reflete escolha deliberada, não acidente de liquidez.

O efeito de terceira ordem é estrutural para o mercado global de pagamentos. A Chainalysis projeta que stablecoins podem movimentar até US$ 1,5 quatrilhão anuais até 2035, com contribuições de US$ 232 trilhões via adoção por comerciantes e US$ 508 trilhões via transferência intergeracional de patrimônio. Se a Solana mantiver sua posição de destaque nesse crescimento – e as integrações corporativas em andamento sugerem que sim – a rede estará concorrendo não apenas com outras blockchains, mas com a própria Swift e com redes de cartão para o processamento de uma fração dos fluxos financeiros globais. O que ainda precisa ser provado é se a infraestrutura técnica da rede suportará esse crescimento sem os episódios de congestionamento que marcaram ciclos anteriores.

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Quais os sinais on-chain que importam agora?

  • ‘O Termômetro do TVL’ – Monitorar o Total Value Locked nos protocolos Kamino e Jupiter via DeFiLlama. Se o crescimento de stablecoins for estrutural, o TVL deve acompanhar a tendência de alta de volume. Uma divergência – volume crescendo sem TVL correspondente – pode indicar fluxos de passagem sem ancoragem no ecossistema.
  • ‘A Estabilidade do USDC em Queda de SOL’ – Observar se o volume de USDC na Solana se mantém estável durante correções de preço do SOL. Stablecoins que permanecem na rede mesmo quando o token nativo perde valor indicam usuários com caso de uso real, não especuladores de curto prazo. Dado rastreável via Chainalysis e exploradores nativos como Solscan.
  • ‘O Piso dos US$ 130–140’ – Analistas identificam o intervalo de US$ 130–140 por SOL (aproximadamente R$ 763–R$ 822 na cotação atual) como suporte técnico crítico para confirmação da tese de alta. Uma sustentação acima dessa faixa durante períodos de correção de mercado amplo seria sinal de que a demanda por utilidade está absorvendo pressão vendedora especulativa.
  • ‘O Ritmo de Emissão da Circle’ – Rastrear a frequência e o volume de novas emissões de USDC na Solana pela Circle. O evento de US$ 750 milhões emitidos em 24 horas não foi isolado – se a Circle mantiver cadência de emissões de grande porte, é evidência de que demanda institucional por liquidez na rede está sustentada. Monitorável via Nansen e dados públicos da Circle.
  • ‘Os Pilotos da SDP’ – Acompanhar anúncios de fases de produção dos projetos de Mastercard, Worldpay e Western Union na Solana Developer Platform. A transição de piloto para produção nesses três players representaria um salto qualitativo no perfil de volume da rede – e seria o gatilho mais relevante para revisão de projeções de demanda por SOL.
  • ‘A Diversificação de Stablecoins’ – Monitorar a participação de USDPT (Western Union) e JUPUSD (Jupiter) no mix total de stablecoins da rede. Um crescimento dessas alternativas reduzindo a concentração do USDC de 74% para patamares abaixo de 65% indicaria que a liquidez da rede está se tornando mais diversificada e resiliente – sinal positivo para robustez do ecossistema. Dado rastreável via DeFiLlama.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Efeito BRL: Para o investidor brasileiro, o crescimento dos pagamentos com stablecoins na Solana tem uma camada adicional de relevância cambial. O SOL é cotado em dólares, e a taxa de câmbio atual de aproximadamente R$ 5,87 por dólar amplifica tanto os ganhos quanto as perdas em reais. Um SOL cotado a US$ 140 equivale a cerca de R$ 822 – e qualquer valorização do dólar frente ao real potencializa o retorno em moeda local, enquanto uma apreciação do real corrói parte do ganho nominal. O investidor brasileiro que mantém exposição a SOL está, na prática, comprado em dólar e em crescimento de rede simultaneamente.

Acesso prático: Exposição ao SOL está disponível em plataformas brasileiras reguladas como Mercado Bitcoin, Foxbit e Binance Brasil, onde o ativo pode ser negociado diretamente em pares BRL ou USDT. Para quem prefere exposição indireta via bolsa, o ETF HASH11 (negociado na B3) oferece exposição diversificada ao setor cripto, incluindo indiretamente projetos do ecossistema Solana, embora sem alocação direta ao token. Investidores com maior apetite podem também acessar protocolos DeFi da Solana como Kamino e Jupiter diretamente via carteiras não-custodiais, com rendimentos denominados em stablecoins ou SOL.

Atenção fiscal: Ganhos com SOL e stablecoins estão sujeitos à tributação brasileira conforme a Lei 14.754/2023 e a Instrução Normativa 1.888 da Receita Federal. Operações que gerem lucro acima de R$ 35.000 mensais estão sujeitas a alíquotas de 15% a 22,5% sobre o ganho de capital, com recolhimento via DARF até o último dia útil do mês seguinte à operação. O controle e apuração de ganhos pode ser feito via software GCAP ou equivalente. Recomenda-se consultar um contador especializado em ativos digitais para estruturação correta das obrigações acessórias, especialmente em operações envolvendo protocolos DeFi, onde a natureza tributável dos rendimentos ainda apresenta zonas de interpretação em aberto.

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Os três cenários para pagamentos com stablecoins na Solana

Cenário otimista: Os pilotos de Mastercard, Worldpay e Western Union na SDP transitam para produção até o final de 2026, o volume semanal de stablecoins ultrapassa US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11,7 bilhões) e a Solana captura mais de 20% do mercado global de liquidações em stablecoin. Nesse cenário, a demanda estrutural por SOL empurra o token para a faixa de US$ 250–300 (aproximadamente R$ 1.468–R$ 1.761), e a rede consolida sua posição como a principal infraestrutura de pagamentos blockchain do mundo. Para o investidor brasileiro, esse cenário implica retornos expressivos em BRL amplificados pelo câmbio, com HASH11 também se beneficiando indiretamente da valorização setorial.

Cenário base: O crescimento de volume se mantém, mas em ritmo mais gradual – US$ 971 milhões semanais evoluem para US$ 1,5 bilhão até o final de 2026, com os pilotos corporativos avançando em fases sem grandes anúncios de escala. O SOL oscila entre US$ 140 e US$ 200 (aproximadamente R$ 822–R$ 1.174), sustentado pela demanda de utilidade mas sem catalisador pontual de alta especulativa. Para o investidor brasileiro, esse cenário implica posicionamento gradual via aportes periódicos em plataformas como Mercado Bitcoin ou Foxbit, aproveitando eventuais correções sem apostas concentradas.

Cenário bearish: Uma falha técnica de grande escala – congestionamento prolongado ou uma vulnerabilidade de smart contract em protocolo relevante – abala a confiança institucional, levando Mastercard ou Worldpay a pausar seus pilotos. O volume de stablecoins recua para abaixo de US$ 500 milhões semanais, e o SOL corrige para a faixa de US$ 90–110 (aproximadamente R$ 528–R$ 646), abaixo dos suportes técnicos identificados. Para o investidor brasileiro, esse cenário implica perdas amplificadas pelo câmbio e a necessidade de revisitar teses de investimento com maior peso para riscos de infraestrutura blockchain.

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Riscos e o que observar

  • ‘O Risco da Concentração em USDC’ – Com 74% do supply de stablecoins na rede em USDC, qualquer evento adverso envolvendo a Circle – um choque regulatório nos EUA, uma auditoria contestada ou uma crise de liquidez – impactaria desproporcionalmente o ecossistema da Solana. O que observar: monitorar anúncios regulatórios sobre a Circle e a tramitação de legislação stablecoin no Congresso americano, especialmente qualquer alteração nos requisitos de reserva do USDC.
  • ‘O Risco do Congestionamento Histórico’ – A Solana registrou episódios de congestionamento e indisponibilidade em ciclos anteriores de alta utilização – problema que abalou a reputação da rede em 2021 e 2022. Se o crescimento de volume de stablecoins atingir patamares que testem os limites atuais de throughput, a credibilidade da rede como infraestrutura de pagamentos estaria em risco direto. O que observar: métricas de latência e taxa de falha de transações via Solscan durante picos de volume.
  • ‘O Risco da Fragmentação Regulatória’ – Diferentes jurisdições estão desenvolvendo arcabouços regulatórios distintos para stablecoins – EUA, União Europeia, Brasil e Ásia seguem cronogramas e requisitos divergentes. Uma fragmentação regulatória severa poderia segmentar os fluxos de stablecoins por jurisdição, limitando a escala global que é a principal proposta de valor da Solana como infraestrutura de pagamentos. O que observar: avanço do GENIUS Act nos EUA e desenvolvimento do DREX pelo Banco Central do Brasil como possível competidor doméstico.
  • ‘O Risco dos Pilotos que Não Escalam’ – A presença de Mastercard, Worldpay e Western Union na SDP ainda está em fase de desenvolvimento – não há garantia de que os pilotos transitarão para volume de produção relevante. Empresas tradicionais têm histórico de iniciativas blockchain que não saem do laboratório. O que observar: anúncios de marcos de produção, volumes transacionados via SDP e declarações públicas de executivos dessas empresas sobre timelines de lançamento.
  • ‘O Risco da Competição de L2s’ – Redes Layer 2 sobre Ethereum – como Base, Arbitrum e Optimism – estão também crescendo rapidamente em volume de stablecoins, com a vantagem da compatibilidade com o ecossistema Ethereum e maior familiaridade institucional. Se a Base (da Coinbase) capturar fluxos corporativos que iriam para a Solana, o crescimento projetado pode ser menor do que o esperado. O que observar: participação de mercado da Solana no volume total de stablecoins entre todas as redes, via DeFiLlama.

O gatilho mais importante a monitorar nos próximos 60 dias é o anúncio de qualquer marco de produção por parte de Mastercard, Worldpay ou Western Union nos seus projetos na SDP – esse evento, se confirmado, representaria a maior validação institucional já recebida pela rede e funcionaria como catalisador imediato de revisão de preço do SOL.

O que muda – e o que permanece igual

O que os US$ 971 milhões semanais confirmam é que a Solana completou uma transição de identidade: a rede que era associada a memecoins e especulação de varejo é hoje a segunda maior plataforma de USDC do mundo e o destino escolhido por corporações como Mastercard e Western Union para desenvolver infraestrutura de pagamentos. Esse reposicionamento não é narrativo – está inscrito no crescimento de 3,2 vezes em doze meses e no US$ 1 trilhão processado em 2025. Como acompanhamos no desenvolvimento da infraestrutura de segurança da Solana, a rede também tem investido consistentemente na robustez técnica que sustenta essa adoção. O que ainda precisa se provar é se a infraestrutura técnica da rede suportará o crescimento sem novos episódios de instabilidade – e se os pilotos corporativos em andamento produzirão volume real de produção ou permanecerão como experimentos de laboratório.

O cenário é binário: se Mastercard, Worldpay e Western Union transitarem seus projetos na SDP para produção em escala até o final de 2026, e o volume semanal de stablecoins cruzar a barreira de US$ 2 bilhões de forma sustentada, a Solana se consolida como a principal alternativa blockchain ao sistema financeiro tradicional para pagamentos globais – valorizando o SOL por demanda estrutural e posicionando o investidor brasileiro que está posicionado agora para capturar essa transição com amplificação cambial; ou os pilotos não escalam, um evento de congestionamento abala a confiança institucional e a rede recua para a narrativa de plataforma de nicho com crescimento intermitente – devolvendo uma parte significativa dos ganhos acumulados. Até lá, paciência é o único ativo que não desvaloriza.

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