Início » Últimas Notícias » Modelo que acertou dois topos projeta Bitcoin a US$ 35 mil até dezembro

Modelo que acertou dois topos projeta Bitcoin a US$ 35 mil até dezembro

Modelo que acertou dois topos projeta Bitcoin a US$ 35 mil até dezembro
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

O Bitcoin (BTC) amanhece pressionado pela incerteza, negociado na faixa de US$ 66.000, enquanto o mercado tenta decidir entre a euforia dos ETFs e o medo de uma recessão global. No entanto, um novo modelo quantitativo trouxe um dado alarmante para a mesa: uma projeção de que o ativo pode buscar um fundo na região de US$ 35.000 até o final do ciclo de correção, datado para dezembro.

O alerta vem de Liam Wright, conhecido como “Akiba”, analista e editor da CryptoSlate. Seu modelo anterior acertou com precisão os topos de ciclo de 2021 e as movimentações de 2025, o que dá peso institucional à sua nova previsão pessimista. Enquanto a maioria dos investidores aguarda uma corrida para os US$ 100.000, os números frios da simulação sugerem que o pior pode ainda não ter passado. A pergunta que domina as mesas de operação agora é: estamos diante de um erro estatístico ou o mercado está caminhando sonambulo para um abismo de 50% de queda?

Publicidade

O que explica essa projeção pessimista?

Em termos simples, o modelo de Akiba não se baseia em “achismos” ou apenas em linhas de gráfico, mas em uma simulação de Monte Carlo — um método matemático que roda 50.000 cenários possíveis para encontrar o resultado probabilístico mais forte. O foco da análise é o “drawdown” (a queda percentual do topo ao fundo) ao longo dos ciclos históricos do Bitcoin.

A lógica por trás dos números é a de que, embora o Bitcoin esteja ficando menos volátil, as correções ainda seguem padrões rítmicos ligados ao halving. Historicamente, o BTC caiu 94,1% no primeiro ciclo, 88,2% no segundo e assim por diante, suavizando a queda a cada era. O novo modelo, batizado de “Akiba Cycle Model v2”, projeta que o atual ciclo sofrerá uma retração de cerca de 72,5%. Ao aplicar essa matemática sobre um topo de ciclo estimado pelo modelo (na casa teórica dos US$ 126 mil), o preço alvo para o fundo definitivo pousa nos US$ 35.000.

Essa visão contrasta com o sentimento atual, onde métricas de sentimento mostram indecisão. Para contextualizar, o mercado frequentemente ignora riscos matemáticos quando o preço sobe, mas dados como o Índice Fear & Greed e a atividade em DeFi sugerem que a confiança do varejo ainda é frágil, o que poderia acelerar uma correção caso suportes importantes sejam perdidos.

🚀 Buscando a próxima moeda 100x?
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora

Quais são os dados e o que eles revelam?

O modelo apresenta uma estrutura de ciclo dividida em três atos: a queda, o tempo até o fundo e a recuperação. Para este ciclo, os dados centrais da projeção são:

  • Topo Teórico do Ciclo: US$ 126.219 (aprox. R$ 725.700) — “O Pico do Modelo”. O cálculo utiliza este valor como referência máxima para calcular a retração total, sugerindo que se o preço não atingiu isso, a estrutura do ciclo pode estar distorcida.
  • Fundo Projetado: US$ 35.000 (aprox. R$ 201.250) — “O Piso de Concreto”. Este é o nível onde a simulação aponta o fim da sangria, previsto especificamente para dezembro de 2026, embora a tendência de baixa comece muito antes.
  • Magnitude da Queda: 72,5% — “A Descompressão”. A porcentagem exata de perda de valor prevista, seguindo a tendência histórica de suavização dos “crashes” anteriores (que foram de 94%, 88%, 83% e 77%).

É crucial notar a divergência brutal entre esta tese e o consenso de Wall Street. Enquanto analistas da Bernstein preveem o Bitcoin a US$ 150.000 baseados nos fluxos de ETFs, o modelo de Akiba alerta que a estrutura cíclica do halving tem mais peso do que a demanda institucional recente. Se o modelo estiver correto, o mercado pode estar superestimando o suporte atual, indicando que a verdadeira zona de compra geracional ainda não foi atingida.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, este cenário exige estômago de aço e uma gestão de risco impecável. Se o Bitcoin recuar para US$ 35.000, o preço na corretora nacional (considerando o dólar atual) voltaria para a faixa de R$ 200.000. Isso apagaria quase dois anos de valorização em reais, pegando desprevenido quem está alavancado ou exposto sem reservas de oportunidade.

Publicidade

A recomendação prática diante de projeções tão extremas é evitar tentar acertar o fundo exato — o famoso catching the falling knife (tentar pegar a faca caindo). A estratégia de DCA (compras fracionadas e constantes) torna-se a melhor defesa: se o modelo errar e o preço subir, você está posicionado; se o modelo acertar e o preço derreter, você reduz seu preço médio drasticamente.

Além disso, é vital monitorar a resiliência dos níveis atuais. O comportamento do preço ao testar zonas intermediárias dirá muito sobre a validade do modelo. Recentemente, vimos como o Bitcoin testa o suporte de US$ 60 mil com a ajuda dos ETFs, e a perda desse patamar seria o primeiro sinal de que a projeção de Akiba pode estar se materializando.

Próximos gatilhos

O mercado cripto vive um dilema binário: confiar no fluxo inédito dos ETFs ou na história cíclica imutável do halving. O modelo de Akiba joga um balde de água fria na euforia, desenhando um fundo em US$ 35.000 para dezembro de 2026. A partir de agora, o gatilho a ser monitorado é a estabilidade acima de US$ 60.000 (R$ 345.000). Qualquer fechamento semanal consistente abaixo desta marca validará a tese de que o inverno ainda não acabou, transformando o atual patamar de “piso” em um perigoso “teto de vidro”.

Publicidade
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil