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Meta avalia integrar stablecoins ainda este ano; veja o impacto

Meta avalia integrar stablecoins ainda este ano; veja o impacto
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A Meta, holding controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, avalia integrar pagamentos com stablecoins em suas plataformas ainda este ano, conforme reportado por fontes ao CoinDesk. A iniciativa marca uma retomada da empresa no setor de criptoativos, desta vez buscando parcerias com emissores terceiros em vez de criar uma moeda própria, visando reduzir custos de transação para sua base de bilhões de usuários.

O movimento ocorre em um cenário de amadurecimento do setor, onde ativos pareados ao dólar ganham relevância global como infraestrutura de pagamentos. Diferente da tentativa anterior com o projeto Libra (posteriormente Diem), a estratégia atual foca na integração de soluções já existentes no mercado, sinalizando uma abordagem mais pragmática diante dos reguladores.

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O que está por trás dessa movimentação?

Em termos simples, stablecoins são criptomoedas cujo valor é lastreado (pareado) a um ativo real, geralmente o dólar americano, o que elimina a volatilidade típica do Bitcoin e permite seu uso cotidiano em pagamentos. Para a Meta, integrar essa tecnologia pode reduzir drasticamente as taxas bancárias envolvidas no pagamento de criadores de conteúdo no Instagram ou em transferências internacionais via WhatsApp.

A decisão reflete uma tendência de mercado onde grandes plataformas de tecnologia buscam internalizar fluxos financeiros. Recentemente, a empresa de Elon Musk também sinalizou movimentos similares, já que o X planeja lançar negociação de criptomoedas e ações na plataforma, intensificando a corrida para se tornar um “super app” financeiro.

Além da concorrência, o volume financeiro justifica o interesse. Dados recentes mostram que as stablecoins superaram US$ 1 trilhão em volume mensal, provando que a demanda por dólares digitais já é uma realidade consolidada, independentemente da volatilidade do restante do mercado cripto.

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Quais são os dados e fundamentos destacados?

Segundo o relatório original e fontes próximas ao assunto, a estratégia da Meta difere fundamentalmente de suas tentativas anteriores. Os principais pontos do planejamento incluem:

  • Parcerias terceirizadas: A Meta não pretende emitir sua própria moeda. A empresa enviou solicitações de propostas (RFPs) para provedores de infraestrutura de pagamentos já estabelecidos.
  • Envolvimento da Stripe: Fontes indicam conversas com a Stripe, gigante de pagamentos cujo CEO, Patrick Collison, integra o conselho da Meta. A Stripe recentemente expandiu suas operações com stablecoins.
  • Cronograma previsto: A integração está sendo planejada para ocorrer possivelmente no segundo semestre deste ano, dependendo da finalização de acordos com parceiros.
  • Foco em redução de custos: O objetivo primário é otimizar pagamentos transfronteiriços e remuneração de criadores, áreas onde as taxas bancárias tradicionais consomem uma fatia significativa da receita.

Embora um porta-voz da Meta tenha afirmado que “não há uma stablecoin da Meta” em desenvolvimento, ele confirmou o foco em habilitar pagamentos pelos métodos preferidos dos usuários, o que não exclui integrações com emissores externos como a Circle (USDC) ou Tether (USDT).

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o impacto potencial é gigantesco, dado que o Brasil é um dos maiores mercados do mundo para o WhatsApp e Instagram. Se a integração ocorrer via WhatsApp Pay, milhões de brasileiros poderiam ter acesso instantâneo a dólares digitais (USDT ou USDC) sem precisar abrir conta em uma exchange, aumentando drasticamente a liquidez e a utilidade desses ativos no país.

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No entanto, a facilidade de acesso traz implicações fiscais imediatas. O Brasil possui regras rígidas para criptoativos e a Receita Federal monitora de perto movimentações em stablecoins. O cenário regulatório local está em pleno desenvolvimento, inclusive com notícias recentes de que o Brasil estuda um imposto específico sobre stablecoins para transações cambiais, o que poderia encarecer o uso dessas ferramentas na plataforma da Meta.

Riscos e o que observar

Apesar do otimismo com a adoção em massa, o histórico da Meta exige cautela. O projeto anterior, Diem, foi encerrado após intensa pressão regulatória global. Ao optar por parceiros terceiros, a Meta tenta mitigar esse risco, mas ainda enfrenta o desafio de operar em múltiplas jurisdições com regras distintas.

Nos Estados Unidos, o ambiente legislativo também é um fator crítico. A disputa sobre a regulação desses ativos continua acirrada, como mostra o debate sobre o CLARITY Act e a disputa pelos rendimentos das stablecoins. Se aprovadas, novas leis americanas podem restringir como empresas de tecnologia interagem com emissores de stablecoins, potencialmente atrasando ou limitando a funcionalidade da carteira da Meta.

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Em síntese

A Meta parece ter aprendido com os erros do passado e volta ao mercado cripto com uma estratégia de “braço dado” com o setor financeiro, em vez de tentar substituí-lo. Para o mercado, o ponto de atenção nos próximos meses será a confirmação oficial dos parceiros escolhidos. Uma aliança com players como a Stripe ou a Circle validaria institucionalmente o uso de stablecoins em uma escala sem precedentes.

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