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Relatório State of Solana Q4 destaca atualizações em AMMs e Kamino no ecossistema DeFi

Solana
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Solana (SOL) (cotada a US$ 215 / R$ 1.180) demonstra maturidade institucional no recém-lançado relatório “State of Solana” referente ao quarto trimestre de 2025, elaborado pela Messari em parceria com a Colosseum. O documento destaca não apenas o fluxo de capitais via ETFs, mas atualizações críticas em protocolos de formadores de mercado automatizados (AMMs), como o Kamino, solidificando a rede como um hub essencial para finanças descentralizadas (DeFi) e institucionais.

O que está por trás dessa movimentação?

Em termos simples, o relatório “State of Solana” funciona como um check-up trimestral da saúde da blockchain, indo muito além do preço do token. Historicamente focada em velocidade bruta, a narrativa da Solana mudou para a eficiência de capital e infraestrutura robusta. O destaque do trimestre vai para os AMMs — “robôs” de software que garantem liquidez para trocas de moedas 24 horas por dia sem intermediários humanos — onde protocolos como Kamino assumiram liderança.

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Essa evolução técnica é fundamental porque prepara o terreno para grandes players financeiros operarem na rede com segurança. Recentemente, vimos como a Coinbase anunciou atualizações na arquitetura Solana, um movimento que reforça a necessidade de uma base técnica sólida para suportar o volume institucional descrito no relatório.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

Segundo a análise compilada pela KuCoin baseada nos dados da Messari, o trimestre foi marcado por uma eficiência crescente, mesmo com métricas de varejo aparentemente mais calmas:

  • Adoção Institucional Real: O J.P. Morgan completou sua primeira emissão de dívida tokenizada na rede, e o fundo BUIDL da BlackRock atingiu US$ 255 milhões em valor on-chain. Este tipo de integração segue a lógica vista quando a Uniswap integrou o fundo tokenizado da BlackRock, conectando ativos do mundo real ao DeFi.
  • Fluxo de ETFs: Os seis ETFs baseados em Solana acumularam US$ 1,0 bilhão em entradas durante o Q4 de 2025, validando o ativo frente a investidores tradicionais apesar da volatilidade do mercado.
  • Eficiência da Rede: Embora a receita total de taxas tenha caído 53% em relação ao trimestre anterior, a receita gerada por dólar gasto pelos aplicativos aumentou. Isso indica que, embora haja menos “ruído”, as transações que ocorrem são de maior valor agregado.
  • Conectividade Cross-Chain: A infraestrutura de pontes continua evoluindo, similar aos avanços observados entre o WBTC e a ponte Hyperlane, facilitando a movimentação fluida de liquidez entre Ethereum e Solana.

Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor local, estes dados sinalizam uma mudança de paradigma: a Solana deixou de ser apenas uma aposta de alto risco em “memecoins” para se tornar infraestrutura financeira pesada. O aumento nos fluxos de ETF e a presença de gigantes como BlackRock sugerem uma sustentação de preço no longo prazo, o que pode proteger o ativo contra desvalorizações abruptas frente ao Real (BRL).

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Além de manter SOL na carteira, o investidor brasileiro deve ficar atento aos tokens de governança do ecossistema DeFi, como os relacionados ao Kamino e Raydium, que capturam valor diretamente desse aumento de liquidez. É um cenário comparável ao movimento estratégico da BlackRock avançando em DeFi, onde a infraestrutura subjacente tende a valorizar conforme o “dinheiro inteligente” entra na rede.

Riscos e o que observar

Apesar do otimismo institucional, o investidor deve manter a cautela. O relatório aponta uma queda de 20% no número de pagadores de taxas ativos, o que sugere uma desaceleração no uso pelo varejo. Além disso, grande parte da expectativa futura recai sobre o Alpenglow, uma atualização técnica prometida para reduzir a finalidade das transações para menos de 150ms.

Qualquer atraso ou falha técnica na implementação do Alpenglow, prevista para o início de 2026, pode frustrar as expectativas de escalabilidade. Recomenda-se monitorar a estabilidade da rede e a resposta do mercado às próximas decisões regulatórias sobre novos produtos financeiros baseados em SOL.

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