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Hashrate do Bitcoin mostra recuperação em V após queda recente e reforça resiliência da rede

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A rede Bitcoin (BTC) registrou uma recuperação impressionante em seus fundamentos técnicos neste mês de fevereiro, sinalizando o retorno da confiança dos mineradores. Mesmo com o preço do ativo oscilando abaixo de US$ 70.000 (aproximadamente R$ 395.000 na cotação atual), a capacidade computacional da rede desenhou uma recuperação em “V” após uma queda brusca no início do ano.

O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, o hashrate é a soma de todo o poder de processamento conectado à rede Bitcoin para validar transações e proteger o sistema. Quando essa métrica cai drasticamente, como ocorreu em janeiro, indica que muitos mineradores desligaram suas máquinas, geralmente por falta de lucratividade ou problemas externos.

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O catalisador para a queda recente foi uma onda de frio extremo que atingiu os Estados Unidos no início de 2026, forçando o desligamento de cerca de 1,3 milhão de máquinas para poupar a rede elétrica. Como resposta automática do protocolo, a dificuldade de mineração caiu significativamente, o que facilitou o trabalho para quem continuou operando e incentivou o rápido retorno das operações assim que o clima estabilizou.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

A recuperação rápida dos fundamentos aponta para uma infraestrutura robusta, capaz de absorver choques externos severos. Segundo dados compilados por analistas de mercado e relatados pelo Yahoo Finance, o cenário se reverteu rapidamente em fevereiro:

  • Recuperação em V: O hashrate saltou de mínimas abaixo de 850 EH/s para superar novamente a marca de 1 ZH/s (Zettahash por segundo).
  • Custo de Produção: Apesar da recuperação técnica, minerar continua caro. Dados da Hedgeye estimam o custo de produção de um Bitcoin em cerca de US$ 84.000 neste mês.
  • Ajuste de Dificuldade: Desenvolvedores observam que a mineração ficou cerca de 15% mais difícil após o retorno das máquinas, apagando o alívio do ajuste anterior.

Essa dinâmica mostra que, mesmo operando com margens apertadas ou prejuízo técnico, grandes players continuam investindo na rede. Um exemplo dessa confiança institucional recente foi observado quando a Cango captou US$ 75 milhões para expandir operações de mineração, apostando no longo prazo apesar da volatilidade momentânea.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor local, a desconexão entre o preço (na faixa de R$ 390.000 – R$ 400.000) e o hashrate recorde pode gerar confusão, mas historicamente sinaliza segurança. Uma rede com hashrate em alta é mais segura contra ataques, o que preserva o valor fundamental do ativo que você guarda na carteira.

Além disso, o fato de mineradores ligarem as máquinas mesmo com prejuízo operacional sugere uma visão otimista de preço futuro. Grandes empresas do setor, como algumas que operam no Oriente Médio, mantêm estratégias de acumulação (HODL) agressivas. Recentemente, vimos como uma mineradora dos Emirados lucrou alto com Bitcoin justamente por manter suas posições e infraestrutura ativas durante períodos de incerteza.

Riscos e contrapontos no radar

Em síntese, embora a recuperação do hashrate seja positiva para a segurança, ela traz desafios econômicos imediatos para a indústria. Com o aumento da dificuldade programado para os próximos dias, mineradores menores ou ineficientes podem ser forçados a capitular se o preço do Bitcoin não reagir.

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O investidor deve monitorar se esse aumento de custo para os mineradores resultará em pressão de venda no mercado à vista para cobrir despesas operacionais. A resiliência foi provada, mas a sustentabilidade econômica da mineração no curto prazo depende de uma reação positiva na cotação do BTC.

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