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BlackRock ficará com 18% das recompensas em ETF de Ethereum com staking

BlackRock ficará com 18% das recompensas em ETF de Ethereum com staking
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A gigante financeira BlackRock intensificou sua aposta no ecossistema de criptomoedas ao revelar detalhes sobre a estrutura de taxas do seu proposto iShares Staked Ethereum Trust ETF (ticker: ETHB). De acordo com documentos recentes submetidos à SEC, a gestora planeja reter 18% das recompensas geradas pelo staking de Ethereum, repassando o restante aos investidores. O movimento ocorre em um momento em que o Ether (ETH) é negociado na faixa de US$ 2.650 (aproximadamente R$ 15.200), sinalizando uma busca institucional por rendimentos passivos além da valorização do preço do ativo.

O que está por trás dessa movimentação?

Para entender a proposta da BlackRock, é preciso diferenciar o investimento simples em criptomoedas do mecanismo de “staking”. Em termos simples, o staking envolve travar as moedas na rede para ajudar a validar transações e garantir a segurança do blockchain, recebendo recompensas (juros) por esse serviço. Até agora, a maioria dos ETFs de Ethereum nos EUA, como o iShares Ethereum Trust (ETHA), apenas detém o ativo sem realizar staking devido a complexidades regulatórias.

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Com o novo produto ETHB, a gestora busca capturar esse rendimento adicional. Na prática, a estrutura transforma o ETF em um veículo de geração de renda, similar a fundos que pagam dividendos. O modelo reflete uma maturação do mercado, onde grandes investidores não buscam apenas a valorização do capital, mas também eficiência no uso dos ativos. Esse tipo de atividade institucional tem crescido, como mostram dados recentes sobre como a BlackRock movimenta milhões em produtos de Bitcoin e Ethereum, consolidando sua posição no setor.

Quais são os dados e fundamentos destacados?

A nova documentação submetida esclarece como o fundo irá operar tecnicamente para equilibrar a geração de lucros com a necessidade de liquidez diária. Segundo análise do portal CryptoSlate, os principais pontos da estrutura são:

  • Taxa sobre recompensas: A BlackRock ficará com 18% de todo o rendimento gerado pelo staking. Isso significa que se a rede pagar 4% ao ano, o investidor receberá a diferença líquida após esse desconto.
  • Alocação de Staking: O fundo buscará manter entre 70% e 95% de todo o Ethereum em custódia travado em staking para gerar retornos.
  • Liquidity Sleeve (Colchão de Liquidez): O restante (5% a 30%) ficará destravado para atender aos pedidos diários de resgate e despesas operacionais.
  • Parceiros de Execução: A Coinbase atuará como agente principal de execução para facilitar as operações de staking junto a validadores aprovados.

Esses detalhes surgem em um contexto onde a concorrência por infraestrutura de staking está acirrada, exemplificada pelo movimento da Bitwise comprando a Chorus One para fortalecer suas capacidades técnicas na área.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, essa estrutura traz duas implicações principais. Primeiro, estabelece um parâmetro de preços para produtos institucionais de staking. No Brasil, fundos de cripto já oferecem staking há mais tempo devido a uma regulação local mais flexível por parte da CVM em comparação à SEC americana. O investidor local deve comparar se as taxas cobradas pelos fundos brasileiros (em BRL) são mais vantajosas do que a estrutura de “custo base + 18% do lucro” proposta nos EUA.

Segundo, a aprovação de um produto como o ETHB facilitaria o acesso a essa estratégia via contas globais ou BDRs na B3 no futuro. É um sinal de confiança que pode atrair mais capital conservador, conforme visto recentemente quando fundos ligados a Harvard reduziram exposição em Bitcoin para investir em ETFs de Ethereum, buscando diversificação.

Riscos e o que observar

Apesar do potencial de retorno, o modelo não é isento de riscos. O principal alerta no documento da BlackRock refere-se à liquidez: se houver uma onda repentina de saques (resgates) que supere o “colchão de liquidez” de ativos destravados, os investidores podem enfrentar atrasos significativos. O processo de unstaking (destravar) no Ethereum pode levar dias ou até semanas.

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Além disso, a volatilidade do ativo base continua sendo um fator crucial. Mesmo com recompensas de staking, a desvalorização do preço do ETH pode anular os ganhos, uma realidade dura lembrada por casos de empresas como a Bitmine, que enfrentou prejuízos bilionários ao comprar Ethereum em momentos de alta volatilidade.

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