O Bitcoin (BTC) opera em queda nesta terça-feira, sendo negociado a US$ 68.362 (aproximadamente R$ 410.100), com um recuo de 0,74%. O mercado de criptomoedas segue consolidando perdas em fevereiro, 50% abaixo de suas máximas históricas. Investidores demonstram cautela em meio a uma ‘angústia genuína’ no setor, aguardando definições de suportes técnicos cruciais.
O que explica a movimentação atual?
Em termos simples, o mercado enfrenta uma ressaca após o declínio histórico de janeiro e fevereiro. Não se trata apenas de realização de lucros, mas de um reajuste estrutural. Dados de derivativos mostram que o interesse em aberto (open interest) colapsou 55%, indicando uma saída massiva de capital especulativo e desalavancagem. Esse cenário de medo é perfeitamente ilustrado pelo sentimento atual, conforme detalhamos em nossa análise sobre o índice Fear & Greed atingindo mínimas históricas, refletindo a desconfiança dos investidores.
Além disso, fatores macroeconômicos continuam pesando. Tensões geopolíticas e dados de emprego nos EUA mais fortes que o esperado reduziram as expectativas de cortes de juros agressivos. Como mostramos anteriormente, a dinâmica da inflação nos EUA e a reavaliação do Fed impactam diretamente a liquidez disponível para ativos de risco como as criptomoedas.
Quais níveis técnicos importam agora?
A análise técnica aponta para momentos decisivos nas principais criptomoedas:
- Bitcoin (BTC): Atualmente testando o suporte local de US$ 68.250 (~R$ 409.500). Segundo analistas, o suporte principal reside na faixa de US$ 60.000 a US$ 62.000 (R$ 360.000 a R$ 372.000). Para retomar a tendência de alta, o ativo precisa superar a barreira dos US$ 74.000 e, idealmente, retomar os US$ 80.000.
- Ethereum (ETH): Cai 0,85% para US$ 1.981 (~R$ 11.880), lutando para manter níveis psicológicos importantes.
- XRP: Negociado a US$ 1,49 (~R$ 8,90), o gráfico de domingo mostrou um padrão de reversão (pin bar) baixista. A projeção aponta para quedas até US$ 1,26.
Dados da TradingView indicam que o Bitcoin se afastou significativamente de suas médias móveis de longo prazo. Essa volatilidade é acompanhada de perto por movimentações on-chain; recentemente, discutimos como a entrada de baleias e a volatilidade disparam durante essas correções, sugerindo que grandes players podem estar se reposicionando.
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Como isso afeta o investidor brasileiro?
Para o investidor brasileiro, o cenário exige atenção redobrada. Com o dólar volátil, a queda em preço nominal do Bitcoin é sentida de forma aguda nas corretoras nacionais. É fundamental entender que o mercado cripto não opera isolado; existe uma forte correlação com o Nasdaq e mercados tradicionais, o que significa que turbulências na bolsa americana tendem a derrubar o preço do BTC em reais.
Nesse contexto, a estratégia de DCA (custo médio em dólar) torna-se uma ferramenta valiosa para evitar tentar acertar o fundo exato (“catch a falling knife”). Apesar da queda, analistas observam que instituições continuam comprando, indicando que a faixa atual pode ser vista como acumulação para o longo prazo, desde que gerenciada sem alavancagem excessiva.
Em síntese
O mercado de criptomoedas passa por uma consolidação severa, mas esperada após os ciclos de alta. O nível crítico de US$ 60.000 para o Bitcoin deve ser monitorado de perto. A recuperação depende tanto de fatores técnicos quanto de uma melhora no apetite ao risco global, conforme aponta análise do BeInCrypto. Mantenha a cautela e foque nos fundamentos.

