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Bitcoin cai após payroll forte reduzir apostas de corte de juros pelo Fed

Queda Bitcoin FED
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O Bitcoin (BTC) retomou seu movimento de baixa nesta quarta-feira, sendo negociado em torno de US$ 67.500 (aproximadamente R$ 350.133), o que representa um recuo de cerca de 2% nas últimas 24 horas. O principal ativo digital do mercado reagiu negativamente à divulgação de um relatório de empregos dos Estados Unidos (payroll) mais forte do que o esperado, um cenário que historicamente pressiona ativos de risco.

As altcoins sofreram quedas ainda mais acentuadas no mesmo período, acompanhando o pessimismo generalizado. Investidores brasileiros, que observam o preço em reais, sentem o impacto direto dessa volatilidade global, agravada pelas incertezas sobre a política monetária americana.

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O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, o mercado de criptomoedas esperava que o mercado de trabalho nos EUA mostrasse sinais de desaquecimento, o que daria ao Federal Reserve (o banco central americano) motivos para cortar as taxas de juros mais cedo. No entanto, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que os empregadores adicionaram 130.000 vagas em janeiro, superando largamente a expectativa dos economistas, que era de apenas 70.000 vagas.

Esse dado forte sugere que a economia americana continua aquecida, o que reduz a urgência para o Fed baixar os juros. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil, o Bitcoin estava travado aguardando justamente este relatório, e o resultado frustrou as expectativas de liquidez imediata. Com juros altos por mais tempo, investidores tendem a migrar para a segurança dos títulos do tesouro americano, saindo de ativos voláteis como as criptomoedas.

Analistas apontam que a chance de um corte de juros em março caiu drasticamente para apenas 8% após a divulgação dos dados, contra 20% no dia anterior. Esse cenário reforça uma semana ruim para o mercado cripto, onde dados macroeconômicos continuam derrubando o preço do Bitcoin.

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Quais níveis técnicos importam agora?

Do ponto de vista técnico, a perda do patamar de US$ 68.000 coloca o Bitcoin em uma zona de perigo. O suporte imediato mais relevante encontra-se na faixa de US$ 60.000 a US$ 61.000 (R$ 310.000 a R$ 316.000), uma região defendida pela média móvel de 200 semanas. Perder esse nível poderia acelerar as liquidações.

Conforme análise técnica da Phemex para esta semana, as médias móveis exponenciais (EMAs) de curto prazo estão inclinadas para baixo, atuando como resistência. Para reverter o cenário de baixa imediato, o BTC precisaria recuperar com volume a região dos US$ 71.500.

O mercado já viu situações similares recentemente, onde o Bitcoin caiu abaixo de 70 mil dólares pressionado por rendimentos do Tesouro dos EUA. A defesa do suporte atual é crítica para evitar que o preço busque mínimas de 14 meses.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, o cenário exige cautela redobrada e gestão de risco. O sentimento do mercado, medido pelo índice Fear & Greed, atingiu níveis de “medo extremo” (pontuação 14), sugerindo que o pessimismo domina o curto prazo. Na prática, isso significa que a volatilidade pode continuar alta, e tentativas de adivinhar o fundo do preço (catch a falling knife) são arriscadas.

Além dos dados econômicos, o cenário político nos EUA também influencia. A recente nomeação de Kevin Warsh pelo presidente Donald Trump para o Fed trouxe incertezas adicionais. Essa movimentação no comando do Fed pressiona o Bitcoin à medida que o mercado tenta decifrar qual será a postura do novo líder em relação aos juros e às criptomoedas.

Segundo dados do Cointelegraph e TradingView, embora o Bitcoin tenha voltado a cair para a casa dos US$ 66.000 em alguns momentos do dia, alguns analistas acreditam que o pior da pressão vendedora de curto prazo pode estar próximo do fim, desde que os suportes macro sejam mantidos.

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Em síntese

Em resumo, o Bitcoin reage negativamente a uma economia americana resiliente que adia cortes de juros, frustrando investidores que buscam liquidez barata. O foco agora se volta para o próximo dado de inflação (CPI) e a defesa do suporte vital em US$ 60.000. Para o investidor local, a recomendação é evitar alavancagem excessiva e monitorar se o preço conseguirá se estabilizar acima dos R$ 350.000 nos próximos dias.

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