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Bitcoin avança proposta BIP 360 para resistência quântica na rede

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Desenvolvedores do Bitcoin realizaram uma atualização significativa na proposta BIP 360, introduzindo o novo formato de saída Pay-to-Merkle-Root (P2MR). O objetivo central é mitigar os riscos de longo prazo associados à computação avançada, especificamente ataques quânticos, preservando a flexibilidade da rede. Com o Bitcoin (BTC) sendo negociado atualmente na faixa de US$ 96.400 (aproximadamente R$ 560.000), a segurança fundamental da rede continua sendo o alicerce para sua valorização e adoção institucional.

Para o investidor brasileiro, esta movimentação técnica sinaliza um amadurecimento na governança do protocolo. Enquanto o mercado oscila no curto prazo, a infraestrutura do Bitcoin está sendo preparada para ameaças que podem surgir na próxima década. A atualização reforça a tese de reserva de valor segura, um ponto crucial para a manutenção de preços projetada por grandes instituições, como detalhado em nossa análise sobre os alvos de preço do Bitcoin para 2026. Manter a rede à prova de futuro é essencial para sustentar a confiança, especialmente em um cenário de câmbio volátil onde o par BTC/BRL serve como proteção.

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O que é o P2MR e como funciona a atualização da BIP 360?

Em termos simples, a BIP 360 é uma proposta de melhoria do Bitcoin focada em preparar a rede para a era da computação quântica. A versão mais recente do rascunho introduz o P2MR (Pay-to-Merkle-Root), um tipo de saída de transação desenhado para esconder a chave pública do usuário até o momento exato do gasto. Na prática, isso resolve uma vulnerabilidade teórica presente na atualização Taproot atual.

No sistema atual (Taproot), existe um caminho de gasto (key-path spend) que expõe uma chave pública na blockchain. Embora derivar uma chave privada a partir dessa pública seja impossível com a tecnologia atual, computadores quânticos suficientemente potentes rodando o algoritmo de Shor poderiam, em teoria, quebrar essa criptografia. O P2MR elimina essa exposição ao comprometer-se diretamente com a raiz de uma árvore Merkle (Merkle Root), sem incluir a chave pública para gastos diretos.

Segundo os desenvolvedores, liderados por nomes como Hunter Beast, Ethan Heilman e Isabel Foxen Duke, o P2MR funciona como um “passo conservador”. Ele não exige novos esquemas de assinatura complexos imediatamente, mas remove o alvo mais fácil para um futuro ataque quântico. A proposta mantém a funcionalidade do Tapscript, permitindo contratos inteligentes complexos e soluções de segunda camada, similares às inovações que vemos em desenvolvimentos estruturais de DeFi institucional e infraestrutura via Stacks.

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O desenvolvimento da proposta já passou por várias iterações — anteriormente chamada de P2QRH e P2TSH — até chegar ao consenso atual. Detalhes técnicos e vetores de teste já estão disponíveis para revisão da comunidade no site oficial da BIP 360 e em repositórios de desenvolvimento.

Como isso afeta o mercado de Bitcoin?

Embora atualizações técnicas complexas raramente causem picos imediatos de preço, elas são vitais para a tese de investimento de longo prazo. A percepção de que o Bitcoin é “inquebrável” é o que atrai capital institucional massivo. A existência de um plano pró-ativo contra ameaças quânticas remove um dos maiores argumentos de medo, incerteza e dúvida (FUD) usados por críticos da criptomoeda.

O mercado tende a precificar a segurança da rede como um prêmio. Além disso, a implementação via soft fork (atualização compatível com versões anteriores) garante que não haverá ruptura na rede, mantendo a estabilidade operacional que mineradores e empresas de infraestrutura exigem. Esse tipo de robustez técnica é comparável aos avanços que vemos na infraestrutura de mineração e expansão de hardware, onde a segurança física e digital caminham juntas para garantir a integridade do ativo.

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O que isso significa para o investidor brasileiro?

Para o investidor local, especialmente aqueles que praticam a auto-custódia (guardam seus próprios Bitquins em carteiras de hardware ou software), a notícia é tranquilizadora, mas não exige ação imediata. A BIP 360 ainda é um rascunho e, mesmo quando ativada, funcionará de forma opcional e retrocompatível.

O ponto de atenção está na evolução das carteiras (wallets). No futuro, ao criar novas carteiras para armazenamento de longo prazo (anos ou décadas), o investidor brasileiro poderá optar por endereços compatíveis com P2MR para garantir proteção extra contra avanços tecnológicos imprevistos. É um lembrete da importância de manter softwares de carteiras atualizados.

Além disso, a discussão sobre poder computacional avançado e criptografia toca também no setor de mineração. Assim como a inteligência artificial impõe novos desafios e métricas de eficiência para mineradores, a computação quântica exigirá adaptações no protocolo, e o investidor deve ver isso como um sinal de que a rede está ativa e evoluindo, e não estagnada.

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Riscos e contrapontos no radar

Apesar do avanço, é crucial manter uma visão equilibrada. A BIP 360 ainda não tem data para ativação (merge) e permanece em fase de revisão. Alterações no protocolo base do Bitcoin são historicamente lentas e conservadoras propositalmente, para evitar bugs catastróficos. Existe sempre o risco técnico de implementação, embora os testes vetoriais em Python e Rust já estejam em andamento, conforme discussões nos fóruns de desenvolvimento como o Delving Bitcoin.

Outro ponto é que o P2MR protege principalmente contra ataques de “longa exposição” (onde a chave pública fica exposta por muito tempo). Ele não resolve completamente todos os vetores de ataque quântico, sendo apenas uma primeira camada de defesa. Investidores não devem cair em alarmismo: a ameaça quântica real ao Bitcoin ainda é considerada distante por criptógrafos, mas a preparação antecipada é o melhor seguro.

Em síntese, a atualização da BIP 360 reforça a antifragilidade do Bitcoin. Para o mercado, é um sinal de que os desenvolvedores permanecem vigilantes, protegendo o patrimônio dos investidores contra ameaças futuras antes mesmo que elas se concretizem. Nos próximos meses, vale acompanhar as discussões na lista de e-mails dos desenvolvedores para sinais de consenso sobre a ativação deste soft fork.

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