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Bitcoin Hoje 10/02/26: Correção de 30% testa suportes-chave com medo extremo no mercado

Bitcoin no medo extremo no mercado
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O Bitcoin (BTC) inicia a semana de 10 a 16 de fevereiro de 2026 negociado próximo a US$ 68.000 (aproximadamente R$ 398.000), tentando encontrar estabilidade após uma correção brutal. A criptomoeda perdeu cerca de 50% de seu valor desde as máximas históricas de outubro de 2025, despencando para a faixa de US$ 60.000 no início do mês antes de uma leve recuperação. O movimento atual ocorre em meio a um cenário de “medo extremo”, impulsionado por liquidações em massa e incertezas macroeconômicas.

O que explica a movimentação atual?

Em termos simples, o mercado está passando por um evento clássico de capitulação estendida. Os primeiros cinco dias de fevereiro testemunharam uma queda de 30%, catalisada por liquidações forçadas que superaram US$ 2,5 bilhões em um único dia. Diferente de correções graduais, este movimento foi abrupto, exacerbado por saídas líquidas de mais de US$ 1,5 bilhão nos ETFs de Bitcoin à vista.

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O cenário macroeconômico global também pesa contra os ativos de risco. Com o Federal Reserve mantendo as taxas de juros entre 3,50% e 3,75% e sinalizando que não haverá cortes em 2026, a liquidez diminuiu. Para entender como os influxos institucionais reagem a esses períodos de estresse, vale analisar como os ETFs mostram resiliência ou fraqueza durante quedas superiores a 40%, refletindo o sentimento dos grandes players.

Quais níveis técnicos importam agora?

Tecnicamente, o Bitcoin opera em uma zona perigosa, mas com sinais de sobrevenda. O ativo fechou a semana anterior próximo a US$ 68.400, recuperando-se da mínima intraday de US$ 60.062. Segundo a análise da Phemex, indicadores como o RSI (Índice de Força Relativa) estão abaixo de 30, uma condição que historicamente antecede ralis de alívio de curto prazo.

No entanto, a estrutura de baixa permanece dominante. Os analistas apontam que a zona de resistência entre US$ 72.000 e US$ 73.000 (cerca de R$ 425.000) é a primeira barreira que os touros precisam reconquistar para invalidar a tese de queda contínua. Por outro lado, o suporte crítico reside nos US$ 60.000; perder esse nível poderia abrir caminho para testes em US$ 38.000, conforme alertam análises técnicas focadas na divergência do RSI. Para um acompanhamento diário desta tentativa de recuperação, confira a análise detalhada do Bitcoin Hoje.

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Como isso afeta o investidor brasileiro?

Para o investidor brasileiro, a volatilidade atual exige extrema cautela. O Índice de Medo e Ganância (Crypto Fear & Greed Index) caiu para 11, a leitura mais baixa desde o colapso da FTX em 2022. Embora momentos de capitulação muitas vezes apresentem oportunidades de compra, a instabilidade cambial e o risco de novas quedas tornam a alavancagem proibitiva agora.

O comportamento do mercado sugere um “washout” — uma limpeza de posições alavancadas. Esse padrão é similar a momentos anteriores de volume recorde e capitulação observados nos produtos da BlackRock. A recomendação prática é observar a estabilidade acima dos R$ 350.000 (suporte em BRL). Além disso, a aversão ao risco é sistêmica: o Ethereum também luta para segurar suportes críticos, indicando que a pressão vendedora não é exclusiva do Bitcoin.

Em síntese

O Bitcoin busca desesperadamente um piso após perder meio trilhão de dólares em valor de mercado. Os olhos dos investidores se voltam agora para a divulgação do CPI (inflação) dos EUA nesta semana. O dado servirá como fiel da balança: um número alto pode empurrar o BTC de volta aos US$ 60 mil, enquanto um alívio inflacionário pode sustentar a recuperação rumo aos US$ 72 mil.

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