O gigante bancário Standard Chartered revisou sua projeção para o preço da Solana (SOL), cortando a meta para o final de 2026 de US$ 310 para US$ 250 (aproximadamente R$ 1.450). A instituição cita a necessidade de uma transição da rede, passando da especulação com memecoins para casos de uso reais, como micropagamentos.
Apesar do corte no curto prazo, motivado por um cenário desafiador para altcoins, o banco mantém uma postura otimista a longo prazo, projetando que o token poderá alcançar US$ 2.000 até 2030, caso consolide sua infraestrutura de pagamentos.
O que motiva a revisão?
Geoffrey Kendrick, chefe de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered, explica que a Solana está evoluindo “de memecoins para micropagamentos”. Em termos simples, a rede está deixando de ser um cassino de tokens especulativos para se tornar uma infraestrutura financeira funcional. No entanto, essa mudança leva tempo.
Dados on-chain mostram que a atividade nas corretoras descentralizadas (DEXs) da Solana está mudando: o volume está migrando da negociação de tokens meme para pares de stablecoins. Essa maturação é positiva, mas reduziu a euforia de curto prazo que impulsionava o preço. O alerta do banco ecoa riscos recentes, onde o hype excessivo se desfaz rapidamente, como visto quando a Trump Coin despencou junto com outras memecoins, lembrando os investidores da volatilidade desse nicho.
Como isso afeta a perspectiva de preço?
O corte de quase 20% na projeção reflete a expectativa de que a Solana terá um desempenho inferior ao Ethereum entre 2026 e 2027, antes de recuperar terreno. Atualmente negociada na faixa de US$ 100 (cerca de R$ 580), a criptomoeda sofre com a venda forçada no mercado amplo.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
O Standard Chartered aponta que a velocidade de circulação de stablecoins na Solana é duas a três vezes maior que no Ethereum, um indicador técnico crucial para a adoção em pagamentos. Contudo, o cenário institucional imediato é misto. Recentemente, a Grayscale reduziu a exposição a Solana em seus ETFs, sinalizando cautela de grandes gestoras.
Analistas técnicos também observam níveis críticos. Se a pressão vendedora continuar, projeções gráficas sugerem que o ativo pode buscar suportes muito mais baixos, com alguns identificando um padrão baixista que aponta para a região de US$ 40 no pior cenário de curto prazo.
Impacto para o investidor brasileiro
Para o investidor brasileiro, o relatório traz uma mensagem de paciência e gestão de risco. A tese de investimento mudou de “ganhos rápidos com memes” para uma aposta estrutural em pagamentos e inteligência artificial. O preço-alvo de US$ 2.000 para 2030 (mais de R$ 11.000 na cotação atual) sugere um potencial de valorização expressivo para quem tiver horizonte de vários anos.
Por outro lado, o desenvolvimento real está acontecendo. Instituições estão notando a eficiência da rede, como evidenciado pela WisdomTree lançando fundos tokenizados na Solana. O banco sugere que a queda atual pode ser uma oportunidade de compra, desde que o investidor entenda que a “limpeza” do mercado especulativo ainda está em curso. A aposta em micropagamentos depende de novos aplicativos ganharem escala, o que pode levar de 2 a 3 anos.
Em síntese, o Standard Chartered vê a Solana em uma fase de transição dolorosa, mas necessária. Enquanto o preço sofre no curto prazo com o fim da festa das memecoins, os fundamentos de baixo custo e alta velocidade continuam atraindo atenção para o longo prazo.

