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Liquidação de empréstimo pressiona AAVE após queda de 15%

Aave Liquidação
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Um empréstimo lastreado em cerca de 2,3% do supply total de AAVE começou a ser liquidado nesta quinta-feira, em meio a uma forte correção do mercado cripto. O token AAVE caiu 15% em 24 horas, negociado a US$ 105,60, após tocar a mínima intradiária de US$ 103. O movimento ocorre em um contexto macro de aversão a risco, com Bitcoin e Ether recuando mais de 13% e pressionando todo o setor de DeFi.

As liquidações reforçam um padrão visto em 2022, quando eventos semelhantes levaram o AAVE a quedas entre 15% e 20% em poucos dias. Para investidores brasileiros, o efeito costuma ser amplificado nos pares em real, especialmente em momentos de alta volatilidade do BTC/BRL, atualmente próximo de R$ 660 mil.

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O que aconteceu com o empréstimo bilionário em AAVE?

O empréstimo utilizava 355.093 tokens AAVE como garantia no protocolo Aave, o equivalente a aproximadamente US$ 28,4 milhões antes do início das liquidações. Com a queda do preço para a região de US$ 104, três liquidações rápidas confiscaram cerca de US$ 2 milhões em colateral para cobrir dívida em USDC de valor semelhante.

Em plataformas de lending, posições são liquidadas quando o “health factor” cai abaixo de 1, indicando que a garantia já não cobre adequadamente a dívida. Neste caso, o health factor permanece próximo de 1, com razão de colateral em torno de 132%, mantendo o risco de novas liquidações se o AAVE perder o suporte em US$ 100.

Liquidações em cascata expõem riscos do lending DeFi

Eventos como esse mostram como liquidações em cascata podem acelerar movimentos de queda em tokens usados como colateral. Dados on-chain indicam que cerca de 40% do supply de AAVE já esteve alocado em posições alavancadas em ciclos anteriores, aumentando a sensibilidade do preço a choques abruptos.

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O Aave segue como líder do setor de lending, dentro do ecossistema do Aave, enquanto concorrentes como Compound (TVL de US$ 2,5 bilhões) e Morpho (US$ 800 milhões) disputam espaço em empréstimos no DeFi. Com o TVL total do DeFi em torno de US$ 120 bilhões, sendo 30% em lending, liquidações desse porte têm impacto sistêmico.

Como isso pode impactar investidores brasileiros?

No curto prazo, a análise técnica mostra o AAVE abaixo das médias móveis de 50 e 200 dias, com RSI diário em 38, sinalizando condição de sobrevenda, mas sem confirmação de reversão. O próximo suporte relevante está em US$ 100, enquanto resistências aparecem em US$ 115 e US$ 125, zonas onde o volume vendedor aumentou nas últimas semanas.

Para brasileiros que operam em exchanges locais ou usam DeFi diretamente, o episódio reforça a importância de monitorar níveis de colateral e volatilidade do dólar. Movimentos bruscos no preço em dólar tendem a se refletir de forma ainda mais intensa em reais, elevando o risco de liquidação automática.

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Apesar da pressão atual, o AAVE mantém fundamentos sólidos como principal protocolo de lending. Ainda assim, enquanto o mercado não estabilizar e o token não recuperar níveis técnicos-chave, o risco permanece elevado para posições alavancadas no DeFi.

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