O Bitcoin Rainbow Chart, um modelo de valuation de longo prazo, projetou uma ampla faixa de preço para o BTC até 28 de fevereiro de 2026, variando de US$ 41.800 a quase US$ 460.000, dependendo do estágio do ciclo. No curto prazo, o Bitcoin negocia próximo de US$ 75.900, acumulando queda semanal de 15% e pressionado pela perda da média móvel de 200 dias em US$ 103.947. O movimento ocorre em meio a saídas consecutivas de capital institucional via ETFs e aumento da volatilidade global.
Em reais, o BTC é negociado ao redor de R$ 660.209, acompanhando a fraqueza do par BTC/USD e mantendo alta correlação com o mercado externo. Para investidores brasileiros, o ponto central é entender se o atual nível de preço representa risco adicional ou oportunidade dentro do ciclo.
O que o Rainbow Chart sinaliza para investidores de Bitcoin?
O Rainbow Chart utiliza uma curva de crescimento logarítmica para classificar o preço do Bitcoin em faixas que vão de subvalorização extrema a euforia. Para fevereiro de 2026, o modelo indica que preços entre US$ 120.000 e US$ 160.000 se enquadram nas zonas “Still cheap” e “HODL!”, historicamente associadas a valor justo e menor risco assimétrico.
Nos níveis atuais, o BTC se encontra próximo da banda “Accumulate”, sugerindo que, mesmo com volatilidade elevada, o ativo ainda não entrou em território historicamente associado a bolhas. Essa leitura dialoga com análises recentes sobre a força do ciclo do Bitcoin, que apontam para fases de consolidação após eventos de washout.
Dados técnicos e on-chain reforçam cautela no curto prazo
Do ponto de vista técnico, o RSI de 14 dias está em 23,37, indicando condição de sobrevenda — um nível que historicamente precede repiques, mas não garante reversão imediata. O MACD segue negativo no gráfico diário, enquanto o próximo suporte relevante está entre US$ 72.000 e US$ 70.500; a resistência imediata aparece em US$ 82.000.
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Em métricas on-chain, o aumento do supply em exchanges e a entrada do BTC em um ciclo de lucro negativo acendem alertas. Esses indicadores on-chain do Bitcoin costumam sinalizar pressão vendedora no curto prazo, especialmente quando combinados com saídas institucionais.
Institucionais recuam, mas fevereiro favorece o histórico
Os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 3,48 bilhões em novembro, US$ 1,09 bilhão em dezembro e US$ 278 milhões em janeiro, mostrando perda de apetite institucional. Ainda assim, fevereiro apresenta retorno médio histórico de +14,3% para o BTC, o que pode favorecer um movimento de alívio caso o suporte atual se mantenha.
No cenário de longo prazo, projeções mais otimistas, como a estimativa de US$ 200.000 até fevereiro de 2026, convivem com visões mais conservadoras. Essa divergência também aparece no desempenho do Bitcoin em 2026 frente a outros ativos, como o ouro, reforçando a importância de gestão de risco.
Em síntese, o Rainbow Chart sugere que o Bitcoin ainda pode entregar upside relevante até 2026 sem entrar em excesso especulativo. Para o investidor brasileiro, o desafio é atravessar a volatilidade atual com disciplina, usando níveis técnicos e métricas on-chain como guias, e não como garantias.

