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Prejuízo

Ações da Galaxy Digital despencam após prejuízo de US$ 482 mi

Galaxy Digital
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As ações da Galaxy Digital despencaram nesta terça-feira após a empresa divulgar um prejuízo de US$ 482 milhões no quarto trimestre, resultado de uma queda de 22% no valor de seus investimentos e ativos digitais. O papel GLXY caiu cerca de 16% no dia, sendo negociado a US$ 22,13, o menor nível desde julho e 52% abaixo da máxima histórica de US$ 45,92 registrada em outubro. O movimento ocorre em um contexto de enfraquecimento do mercado cripto em 2026, com Bitcoin consolidando abaixo de US$ 90.000 e fluxo institucional negativo.

No trimestre encerrado em 31 de dezembro, o portfólio da Galaxy recuou US$ 449 milhões, reduzindo o valor total dos investimentos para US$ 1,7 bilhão, apesar de a empresa manter US$ 2,6 bilhões em caixa e stablecoins. O dado reforça o momento de aversão a risco que atinge empresas expostas ao perdas no mercado cripto, especialmente após saídas consecutivas de capital dos ETFs de Bitcoin.

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O que aconteceu com a Galaxy Digital?

Em termos simples, a Galaxy sofreu com a desvalorização direta dos criptoativos que mantém em balanço. Ao final do quarto trimestre, a empresa possuía US$ 557 milhões em Bitcoin, US$ 124 milhões em Ethereum e US$ 220 milhões em outras altcoins, além de US$ 617 milhões alocados em ventures e fundos.

O prejuízo antes de juros e impostos somou US$ 557 milhões, superando em quase 100% a estimativa de US$ 278 milhões projetada por analistas de Wall Street. Para investidores, isso sinaliza que a volatilidade do mercado está impactando não apenas tokens, mas também empresas listadas que atuam como ponte entre finanças tradicionais e cripto.

Pressão institucional e dados de mercado

O desempenho fraco da Galaxy acompanha a queda de 23% do Bitcoin e de 28% do Ethereum no quarto trimestre, período em que os volumes de negociação da empresa caíram 62% para US$ 10,6 bilhões. Esse recuo veio após um pico atípico no trimestre anterior, quando a Galaxy intermediou uma venda de US$ 9 bilhões em BTC.

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No mercado mais amplo, ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 3,48 bilhões em novembro de 2025, US$ 1,09 bilhão em dezembro e mais US$ 278 milhões em janeiro de 2026. Esse movimento ajuda a explicar por que o BTC consolida em US$ 88.321, com suporte técnico em US$ 87.210 e resistência relevante entre US$ 98.000 e US$ 101.000.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para o investidor brasileiro, o resultado da Galaxy funciona como termômetro do apetite institucional no setor. Empresas com exposição direta a cripto tendem a sofrer mais em períodos de retração, o que exige atenção redobrada de quem investe em ações estrangeiras ou em produtos atrelados a esse segmento.

Por outro lado, a Galaxy informou que sua carteira de empréstimos permaneceu estável em US$ 1,8 bilhão, indicando demanda resiliente mesmo com preços mais baixos. Analistas como Tom Lee defendem que o mercado pode estar próximo de um fundo, argumento que contrasta com projeções mais cautelosas, como a possibilidade de o Bitcoin testar níveis abaixo de US$ 60.000 se perder médias de longo prazo.

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Em síntese, o prejuízo da Galaxy Digital reforça os riscos do ciclo atual, mas também destaca que liquidez e caixa ainda são diferenciais estratégicos. Para brasileiros, o momento pede gestão de risco, atenção a níveis técnicos e acompanhamento do fluxo institucional antes de aumentar exposição.

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