Início » Últimas Notícias » Bitcoin Hoje 02/02/26: BTC recua para US$ 74.532 com retração dos mercados globais
Mercado

Bitcoin Hoje 02/02/26: BTC recua para US$ 74.532 com retração dos mercados globais

bitcoin-btc-queda-cai-hoje
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

O Bitcoin recuou para US$ 74.532 nesta segunda-feira, após falhar em sustentar acima de US$ 100.000 em janeiro e intensificar a correção iniciada no fim de 2025. A queda representa um recuo de 14% desde o topo anual e de 3,2% nas últimas 24 horas, com volume diário acima de US$ 38 bilhões, indicando aumento da pressão vendedora. O movimento ocorre em meio à retração dos mercados globais, com ações e ativos de risco reagindo à persistência da inflação de serviços e à redução das expectativas de cortes de juros.

No Brasil, o impacto foi imediato: o par BTC/BRL caiu de R$ 415.500 em 31 de janeiro para R$ 404.594 em 2 de fevereiro, uma queda de 2,6% em dois dias. Para investidores locais, o nível psicológico de R$ 400 mil passa a ser o principal suporte de curto prazo. O contexto macro mais apertado reforça a correlação do Bitcoin com ativos de risco tradicionais.

Publicidade

O que está por trás da queda recente do Bitcoin?

Em termos simples, o Bitcoin entrou em uma fase de consolidação após não conseguir se manter acima de US$ 100.000, nível que atuava como resistência-chave. No gráfico diário, o RSI caiu para 38 pontos, sinalizando enfraquecimento do momentum comprador, enquanto o MACD segue negativo, com histograma ampliando a divergência baixista. As médias móveis de 50 e 100 dias já foram perdidas, reforçando o viés defensivo.

O suporte imediato está entre US$ 72.000 e US$ 74.000, faixa que concentra forte interesse comprador desde abril de 2025. Abaixo disso, o próximo nível relevante aparece em US$ 68.000, onde passa a média móvel de 200 semanas, historicamente um piso em ciclos de correção. Para traders brasileiros, essa região equivale a aproximadamente R$ 370 mil a R$ 390 mil, dependendo do câmbio.

Saídas de ETFs e pressão institucional pesam no preço

Um dos principais vetores da queda recente são as saídas líquidas dos ETFs spot de Bitcoin, que somaram US$ 278 milhões em janeiro de 2026. O número contrasta fortemente com os US$ 3,48 bilhões de entradas registrados em novembro de 2025, sinalizando desaceleração do apetite institucional. Essa pressão dos ETFs reduz a demanda marginal e deixa o preço mais sensível a choques macro.

🚀 Buscando a próxima moeda 100x?
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora

O efeito também atinge empresas expostas ao BTC. A MicroStrategy, que possui um custo médio acima de US$ 75.200 por bitcoin, viu suas ações caírem 9% no pré-mercado, aumentando o risco de pressão adicional caso o preço permaneça abaixo desse patamar. Esse tipo de dinâmica já foi observado em outros momentos de queda do Bitcoin, quando posições alavancadas amplificam movimentos.

Como o cenário macro global pode impactar os próximos movimentos?

A inflação de serviços nos Estados Unidos segue elevada, reduzindo as expectativas de cortes de juros para apenas 52 pontos-base ao longo de 2026. Esse ambiente de juros mais altos por mais tempo pressiona ativos de risco e reforça o risco macro global. Para o Bitcoin, isso significa menor fluxo especulativo no curto prazo, apesar do histórico positivo de fevereiro, que apresenta retorno médio de 14,3%.

Do ponto de vista on-chain, o supply de BTC em exchanges permanece estável, sem aumento expressivo de depósitos, o que sugere ausência de pânico generalizado. O hash rate segue próximo das máximas históricas, indicando que a segurança da rede e a confiança dos mineradores permanecem intactas, mesmo com o preço em correção.

Publicidade

Riscos e contrapontos para investidores

Embora o viés técnico seja defensivo, o mercado já precifica boa parte das más notícias macro. Caso o suporte entre US$ 72.000 e US$ 74.000 se mantenha, o Bitcoin pode entrar em lateralização e preparar um movimento de recuperação gradual. Por outro lado, a perda desse nível abriria espaço para teste de US$ 68.000, aumentando a volatilidade no curto prazo.

Para investidores brasileiros, o momento exige gestão de risco e atenção ao câmbio. Entradas escalonadas próximas aos suportes e acompanhamento dos fluxos de ETFs podem oferecer sinais mais claros sobre a próxima direção do mercado. O equilíbrio entre fundamentos sólidos e pressão macro seguirá ditando o ritmo do Bitcoin nas próximas semanas.

Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil