Dogecoin, XRP e Cardano despencaram nesta quinta-feira, atingindo os menores preços desde 2024, enquanto o Bitcoin ampliou sua correção abaixo de US$ 84.000. O DOGE caiu 8% em 24h para US$ 0,115, o XRP recuou 7% para US$ 1,78 e o ADA perdeu mais de 5%, refletindo um apetite ao risco significativamente menor no mercado. O movimento ocorre em meio a um reset macro global, com ouro acima de US$ 5.600 e liquidações superiores a US$ 1 bilhão no mercado cripto.
O desempenho fraco das altcoins reforça um padrão clássico de mercado: quando o Bitcoin consolida ou cai perto de suportes-chave, ativos de maior risco tendem a sofrer quedas mais profundas. Para investidores brasileiros, o cenário exige atenção redobrada à gestão de risco e aos níveis técnicos que podem definir o próximo movimento.
Por que as altcoins estão caindo mais que o Bitcoin?
O Bitcoin opera abaixo de uma zona crítica entre US$ 87.000 e US$ 99.000, com suporte imediato em US$ 86.420. A perda de força compradora perto da resistência psicológica de US$ 100.000 reduziu a confiança do mercado, levando à rotação de capital para ativos considerados mais defensivos dentro do próprio ecossistema cripto.
Esse ambiente penaliza especialmente altcoins. Dados do CoinGlass mostram US$ 920 milhões em liquidações de posições long nas últimas 24h, sinalizando excesso de alavancagem. O RSI diário do Bitcoin gira em torno de 42 pontos, abaixo da zona neutra, enquanto o MACD permanece negativo, indicando momentum ainda vendedor.
Dogecoin, XRP e Cardano testam suportes críticos
O Dogecoin negocia em US$ 0,115, mínima desde outubro de 2024 e 84% abaixo do topo histórico de US$ 0,73. O RSI diário do DOGE caiu para 38, sugerindo sobrevenda moderada, enquanto a média móvel de 200 dias em US$ 0,14 agora atua como forte resistência. O movimento reforça a fraqueza das memecoins em ciclos de aversão ao risco.
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O XRP, cotado a US$ 1,78, acumula queda superior a 51% desde o topo de US$ 3,65. O ativo perdeu o suporte psicológico de US$ 2, com próximo nível relevante em US$ 1,65. Métricas on-chain mostram aumento do supply em exchanges, um sinal de maior pressão vendedora, alinhado à recente queda do XRP.
Já o Cardano (ADA) recuou para a faixa de US$ 0,38, mínima desde 2024. O ativo negocia abaixo das médias móveis de 50 e 100 dias, com RSI em 40. A falta de catalisadores de curto prazo no ecossistema limita a demanda, enquanto o volume diário caiu mais de 20% na semana.
O que isso significa para investidores brasileiros?
A atual correção mostra que, em momentos de incerteza, altcoins tendem a amplificar movimentos do Bitcoin. Para o investidor brasileiro, isso reforça a importância de entender ciclos de mercado e evitar exposição excessiva a ativos de alta volatilidade quando o BTC não confirma tendência de alta.
Analistas seguem atentos ao suporte de US$ 86.420 no Bitcoin. Uma perda desse nível pode acelerar vendas e aprofundar a queda das altcoins, como já visto quando altcoins despencam em cenários de estresse macro. Por outro lado, uma recuperação consistente acima de US$ 100.000 seria o primeiro sinal de alívio para o mercado mais amplo.
No curto prazo, o cenário permanece de cautela. A combinação de indicadores técnicos fracos, aumento de supply em exchanges e liquidações elevadas sugere que a volatilidade deve continuar, exigindo disciplina e foco em níveis técnicos bem definidos.

