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Bitcoin Hoje 30/01/26: BTC recua com especulação sobre novo presidente do Fed

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O Bitcoin caiu para a mínima de dois meses nesta sexta-feira, pressionado por especulações de que o próximo presidente do Federal Reserve pode adotar uma política monetária mais dura. A maior criptomoeda do mercado recuou para a faixa de US$ 87.977 a US$ 88.647, acumulando queda de cerca de 2,4% nas últimas 24 horas e testando suportes técnicos relevantes. O movimento ocorre em um ambiente de dólar mais forte e redução do apetite por risco, cenário que historicamente pesa sobre ativos como cripto.

No acumulado de janeiro de 2026, o BTC ainda sustenta alta de aproximadamente 9%, mas segue negociando abaixo de US$ 100.000 desde a máxima histórica de US$ 126.199 registrada em 2025. Para investidores brasileiros, o recuo levou o preço para cerca de R$ 456.900, ampliando o impacto da correção em reais em meio à volatilidade do câmbio.

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O que mudou no mercado com o ruído sobre o Fed?

A especulação sobre um novo chair do Fed mais inclinado a enxugar liquidez reacendeu temores de juros elevados por mais tempo. Em termos práticos, menos dinheiro circulando tende a favorecer o dólar e títulos do Tesouro, ao mesmo tempo em que reduz a atratividade de ativos de risco como Bitcoin e ações de tecnologia.

Esse canal de transmissão é bem conhecido no mercado cripto: expectativas de aperto monetário elevam o custo de oportunidade de manter BTC, que não gera rendimento. Não por acaso, o movimento ocorre em linha com outros episódios recentes de pressão macroeconômica sobre o preço.

Sinais técnicos apontam viés de curto prazo negativo

Do ponto de vista técnico, o Bitcoin opera abaixo das médias móveis de 50 e 100 dias, ambas inclinadas para baixo, sinal clássico de tendência de curto prazo enfraquecida. O RSI diário está próximo de 38 pontos, abaixo da linha neutra de 50, indicando perda de momentum comprador sem ainda entrar em sobrevenda extrema.

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O MACD segue em território negativo, com histograma ampliando a distância da linha de sinal, o que reforça o viés bearish no curtíssimo prazo. Os principais suportes estão em US$ 86.420 e, abaixo disso, na região entre US$ 80.734 e US$ 82.000, enquanto a resistência mais relevante aparece em US$ 97.925.

Como isso afeta investidores brasileiros?

Para quem investe a partir do Brasil, o cenário combina dois vetores de risco: queda do BTC em dólar e sensibilidade ao câmbio. Um rompimento claro abaixo de US$ 86.000 pode acelerar a correção em reais, especialmente se o dólar seguir fortalecido no exterior.

Por outro lado, traders mais ativos monitoram essas zonas de suporte como possíveis pontos de entrada tática, desde que acompanhados de melhora no fluxo institucional e no volume, hoje abaixo da média das últimas semanas. Dados recentes mostram ETFs de Bitcoin com fluxos mais fracos, reflexo direto da cautela com a política monetária, tema recorrente em análises sobre a decisão do Fed e seus efeitos sobre cripto.

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Riscos, contrapontos e o que observar adiante

Apesar do tom negativo no curto prazo, parte do mercado argumenta que boa parte do aperto já está precificado, com o Índice de Medo & Ganância em 29, nível associado a “fear”. Historicamente, essas leituras costumam anteceder períodos de estabilização ou repiques técnicos, ainda que não garantam reversão imediata.

O foco agora recai sobre confirmações: defesa consistente do suporte em US$ 86.420, retomada do RSI acima de 45 e sinais de retomada de fluxo para ETFs. Até lá, o Bitcoin segue sensível a qualquer nova sinalização de política monetária nos EUA, mantendo investidores brasileiros em modo de cautela e gestão ativa de risco.

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