A Bitwise registrou um trust de ETF baseado em Uniswap (UNI) nos Estados Unidos, movimento que veio após reguladores encerrarem investigações sobre a Uniswap Labs. O mercado reagiu com o token UNI acumulando alta de 15,2% na semana, negociado a US$ 9,40 nesta terça-feira, com volume diário próximo de US$ 420 milhões. O avanço ocorre em um cenário macro de juros estáveis nos EUA e crescente apetite institucional por produtos cripto regulados.
Em 24 horas, o UNI subiu 3,1%, acompanhando o Bitcoin em torno de US$ 88.000, enquanto o setor DeFi como um todo avançou 2,4%. A correlação reforça a leitura de que o movimento é mais estrutural do que especulativo, ancorado na expansão de ETFs cripto além de BTC e ETH.
O que está por trás do pedido de ETF de Uniswap?
O registro do trust é o primeiro passo para um ETF spot de UNI, permitindo que investidores institucionais ganhem exposição ao maior DEX do mercado sem custodiar o token. A Uniswap detém valor total bloqueado (TVL) acima de US$ 5 bilhões entre Ethereum e L2s, enquanto o UNI mantém market cap próximo de US$ 6 bilhões, líder entre tokens DeFi.
A Bitwise já opera ETFs de Bitcoin e Ethereum e vem ampliando presença no setor, como mostrou sua entrada recente em estratégias DeFi com produtos próprios. O movimento se soma a outros pedidos de ETFs de cripto que colocam altcoins no radar institucional, incluindo Solana e XRP.
Institucionalização do DeFi impulsiona narrativa do UNI
Desde janeiro de 2024, ETFs spot de Bitcoin já acumulam mais de US$ 20 bilhões em ativos sob gestão, criando um precedente para aprovações mais rápidas em outros segmentos. Para o UNI, isso reforça a tese de longo prazo de captura de valor via governança e taxas, embora o token ainda não distribua receita diretamente.
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On-chain, dados mostram queda de 8% no supply de UNI em exchanges nos últimos 30 dias, sinalizando menor pressão vendedora. Movimentos de baleias acima de 1 milhão de UNI cresceram 12% na semana, indicando reposicionamento antes de possíveis avanços regulatórios.
Como o preço do UNI reage no curto prazo?
No gráfico diário, o UNI rompeu a resistência em US$ 8,80 e agora testa US$ 9,60. O RSI em 64 pontos indica força, mas sem sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo desde meados de janeiro. As médias móveis de 50 e 200 dias estão em US$ 8,10 e US$ 7,40, respectivamente, formando suporte técnico relevante.
Uma perda do suporte em US$ 8,80 pode levar a uma correção até US$ 8,10. Já um rompimento consistente de US$ 9,60 abre espaço para US$ 10,50, nível psicológico observado por traders.
Riscos regulatórios ainda limitam o upside?
Apesar do fechamento da investigação, a aprovação de um ETF de UNI não é garantida e pode levar meses. Diferente de Bitcoin e Ethereum, tokens DeFi ainda enfrentam debate sobre classificação regulatória, o que mantém a volatilidade elevada.
Para investidores brasileiros, o impacto é duplo: maior legitimidade pode impulsionar o preço em reais nas exchanges locais, mas ganhos seguem sujeitos à tributação de 15% a 22,5%. No curto prazo, o mercado observa se a Bitwise avançará para o pedido formal junto à SEC, o gatilho que pode definir o próximo movimento do UNI.
Para uma visão mais ampla do apetite institucional por altcoins, o mercado acompanha também a corrida da Bitwise por outros produtos, como o recente ETF de Sui, que ajuda a mapear quais narrativas podem ganhar tração em 2026.
Referências externas: análises de mercado e contexto macro disponíveis em leituras técnicas recentes e estudos sobre ciclos do Bitcoin em indicadores de fundo de mercado.

