A Advertising Standards Authority (ASA), órgão regulador de publicidade do Reino Unido, baniu uma campanha da Coinbase por considerar que os anúncios sugeriam o uso de criptomoedas como resposta à crise do custo de vida. A decisão ocorre em um momento em que o Bitcoin é negociado a US$ 88.200, com alta de 1,4% em 24h, mas ainda acumula queda de 6,8% nos últimos 7 dias. O episódio reforça a tendência global de endurecimento regulatório sobre criptoativos, mesmo com o mercado buscando consolidação.
O BTC mantém suporte técnico entre US$ 84.000 e US$ 86.000, região defendida por compradores nas últimas semanas, enquanto a resistência imediata segue em US$ 92.000. Para investidores brasileiros, o recado é claro: além da volatilidade de preço, o risco regulatório segue no radar.
O que motivou o veto aos anúncios da Coinbase?
A ASA avaliou que a campanha, lançada em agosto, “trivializou os riscos” ao usar humor para associar investimentos em cripto à solução de problemas financeiros cotidianos. Na prática, o regulador entendeu que os anúncios induziam o público a ver ativos altamente voláteis como alternativa fácil em meio à inflação e perda de poder de compra.
A Coinbase, que tem George Osborne como presidente de seu conselho consultivo global, viu três peças publicitárias e um vídeo de dois minutos serem retirados do ar. O movimento se soma à crescente pressão regulatória sobre cripto observada em diferentes jurisdições.
Regulação de publicidade cria precedente para o setor
Embora não afete diretamente a operação da exchange, a decisão cria um precedente importante: autoridades passam a mirar não apenas produtos, mas também a narrativa de marketing. Isso pode elevar custos de compliance e limitar estratégias de aquisição de usuários, especialmente em mercados desenvolvidos.
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Casos anteriores mostram que a empresa já enfrenta atritos frequentes com reguladores, como detalhado em análises sobre Coinbase e regulação. No médio prazo, exchanges com atuação global podem priorizar regiões com regras mais claras e previsíveis.
Como isso afeta investidores brasileiros?
Para o investidor no Brasil, o impacto é indireto, mas relevante. O Banco Central e a CVM acompanham de perto movimentos internacionais, e decisões no Reino Unido tendem a influenciar debates locais sobre publicidade e proteção ao consumidor. Isso pode resultar em regras mais rígidas para campanhas de corretoras que operam no país.
Em paralelo, o mercado segue sensível a notícias regulatórias. Indicadores técnicos mostram o RSI diário do Bitcoin em 46 pontos, sinalizando neutralidade, enquanto o MACD ainda opera abaixo da linha zero. Em um cenário de consolidação, manchetes regulatórias ganham peso desproporcional na formação de preço.
No quadro global, o veto aos anúncios da Coinbase se soma a mudanças regulatórias globais que moldam o futuro do setor. Para o investidor brasileiro, entender esse contexto é tão importante quanto acompanhar gráficos: regulação também move mercado.
Para acompanhar o sentimento do mercado, vale observar que, apesar das incertezas, dados on-chain mostram estabilidade no supply de BTC em exchanges, próximo de 11,8% do total circulante, sugerindo ausência de pressão vendedora extrema no curto prazo.
Referências externas de mercado incluem análises recentes sobre o comportamento do Bitcoin em janeiro de 2026 publicadas em indicadores de possível fundo de preço e leituras técnicas de suporte discutidas em relatórios de mercado.

