O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre importações da Coreia do Sul, reacendendo temores de uma nova escalada na guerra comercial global. O Bitcoin (BTC) reagiu com volatilidade limitada, sendo negociado a US$ 88.200 nesta terça-feira, com queda marginal de 0,8% nas últimas 24 horas e alta acumulada de 9,3% em janeiro. O movimento ocorre enquanto o mercado cripto consolida abaixo dos US$ 100 mil, sensível a choques macroeconômicos.
O volume diário do BTC ficou em US$ 34 bilhões, 12% abaixo da média de 7 dias, sinalizando cautela dos traders diante do aumento do risco sistêmico. Para investidores brasileiros, o alerta é claro: eventos macro tendem a afetar liquidez global e o apetite por ativos alternativos, especialmente em momentos de fragilidade técnica.
Esse pano de fundo se soma à pressão macro global já observada nos mercados, mantendo o Bitcoin preso em uma faixa estreita de negociação.
O que muda com as novas tarifas dos EUA?
As tarifas anunciadas por Trump elevam impostos sobre produtos sul-coreanos estratégicos, como eletrônicos e aço, pressionando cadeias globais de suprimentos. Na prática, isso tende a fortalecer o dólar no curto prazo e reduzir a exposição a ativos considerados mais voláteis, como criptomoedas.
Para o Bitcoin, o impacto é indireto, mas relevante: historicamente, choques comerciais aumentam a correlação do BTC com ativos de risco. Esse cenário já foi visto em episódios recentes de tensão tarifária, quando o BTC perdeu suportes importantes em poucos dias.
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Bitcoin consolida com indicadores técnicos enfraquecidos
No gráfico diário, o BTC segue lateralizado entre suporte em US$ 87.000 e resistência imediata em US$ 92.500. A região mais crítica permanece entre US$ 80.000 e US$ 87.000, onde compradores defenderam o preço em correções anteriores.
O RSI de 14 períodos está em 41 pontos, abaixo da linha neutra, indicando momentum fraco, mas ainda distante de sobrevenda. O MACD segue negativo, embora o histograma mostre desaceleração da pressão vendedora, sinalizando possível estabilização no curto prazo.
As médias móveis também reforçam a cautela: o preço opera abaixo da MM50 em US$ 91.300, enquanto a MM200, em US$ 76.800, segue como suporte estrutural de longo prazo.
Risco macro pode quebrar suportes?
O principal risco é uma intensificação do estresse macro, caso outros países respondam às tarifas dos EUA. Um aumento do dólar e da aversão ao risco poderia empurrar o Bitcoin abaixo de US$ 87.000, abrindo espaço para teste da zona de US$ 80.000.
Por outro lado, há o contra-argumento: se a incerteza comercial gerar desconfiança em moedas fiduciárias, o BTC pode voltar a ser visto como hedge alternativo. Nesse cenário, um rompimento consistente acima de US$ 92.500 recoloca os US$ 100.000 no radar, hoje ainda como resistência psicológica forte.
Enquanto isso, investidores brasileiros devem acompanhar de perto o risco macro e os níveis técnicos. Em um mercado consolidado e com Fear & Greed Index em 20 pontos (Extreme Fear), disciplina e gestão de risco seguem mais importantes do que antecipar grandes movimentos.
Para aprofundar projeções de preço, análises de mercado indicam cenários amplos para o BTC nos próximos anos, com estimativas que variam de US$ 61.813 a US$ 137.503 até 2026 (ver projeções de longo prazo), reforçando que o curto prazo segue altamente dependente do ambiente macroeconômico.

