O Japão planeja classificar o XRP como um ativo financeiro regulado a partir do segundo trimestre de 2026, segundo reportagens da mídia local e analistas do setor. A notícia teve impacto imediato no mercado, com o XRP subindo 2,63% nas últimas 24 horas, negociado a US$ 0,74, enquanto o volume diário avançou 18%, para US$ 2,1 bilhões. O movimento ocorre em meio a uma narrativa global de maior clareza regulatória para criptoativos e crescente participação institucional.
O que muda com a reclassificação do XRP no Japão?
Na prática, o regulador japonês pretende enquadrar o XRP sob a Financial Instruments and Exchange Act (FIEA), o mesmo arcabouço usado para ações e títulos. Isso significa exigências de divulgação mais rígidas, regras contra insider trading e supervisão direta da Agência de Serviços Financeiros (FSA). Segundo a CoinDesk, 105 criptomoedas podem entrar nesse novo regime, com tributação reduzida para uma taxa fixa de 20%.
Para investidores, essa mudança reduz a incerteza jurídica, um dos principais freios à entrada de capital institucional. Não por acaso, o XRP já vinha ganhando tração: o open interest do token em derivativos cresceu 11% na semana, sinalizando interesse crescente no XRP.
Regulação japonesa cria precedente para adoção institucional
O Japão é um dos mercados mais conservadores do mundo quando o assunto é cripto, especialmente após escândalos históricos envolvendo exchanges. Ao tratar o XRP como produto financeiro, o país abre espaço para bancos, gestoras e empresas listadas utilizarem o token de forma oficial, reforçando a tese de adoção institucional do XRP.
Esse movimento ocorre enquanto ETFs de XRP, lançados em 2025, já acumulam US$ 1,3 bilhão em entradas líquidas em apenas 50 dias, com 43 sessões consecutivas de fluxo positivo, segundo dados compilados por ainvest.com. O dado importa porque indica demanda estrutural, não apenas especulativa.
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Como o mercado lê o XRP no curto prazo?
Do ponto de vista técnico, o XRP tenta consolidar acima da média móvel de 50 dias, hoje em US$ 0,71. O RSI diário está em 58 pontos, ainda longe de sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo, com histograma em expansão — sinais de continuidade, desde que o suporte em US$ 0,70 se mantenha.
Na ponta de resistência, o nível de US$ 0,78 é o principal obstáculo. Um rompimento com volume acima da média poderia abrir caminho para US$ 0,85, máxima registrada em dezembro. Já uma perda de US$ 0,70 pode levar o preço de volta à região de US$ 0,65.
Quais são os riscos desse cenário?
Apesar do tom construtivo, a implementação só deve ocorrer em 2026, o que deixa espaço para mudanças políticas e atrasos. Além disso, o Japão mantém postura cautelosa sobre ETFs cripto domésticos, como destaca o Financial Times, o que limita o impacto imediato no mercado local.
Para investidores brasileiros, o principal risco é antecipar um efeito que pode levar meses para se materializar. Ainda assim, a sinalização regulatória do Japão fortalece a narrativa global de maior legitimidade do XRP, o que tende a sustentar o ativo no médio e longo prazo.

