Início » Últimas Notícias » Banco Central simplifica regras e acelera entrada de bancos no cripto
Simplificou

Banco Central simplifica regras e acelera entrada de bancos no cripto

Banco Central Cripto
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

O Banco Central do Brasil publicou a Instrução Normativa 701/2026, simplificando o processo para bancos e corretoras entrarem no mercado de criptomoedas. A medida não gerou reação direta nos preços do Bitcoin, que opera a US$ 42.380, com alta de 1,12% nas últimas 24h, mas reforçou a percepção de amadurecimento regulatório no país. O movimento ocorre em meio à consolidação global do setor cripto sob regras mais rígidas e maior presença institucional.

No mercado, o Bitcoin acumula valorização de 4,6% em 7 dias, negociando acima da média móvel de 50 dias em US$ 41.900, enquanto o RSI diário está em 56 pontos, indicando momento neutro a levemente altista. Para investidores brasileiros, o avanço regulatório tende a impactar mais o acesso a produtos financeiros do que a ação de preço no curto prazo.

Publicidade

O pano de fundo é claro: bancos querem oferecer custódia, negociação e produtos atrelados a criptoativos, enquanto o regulador busca reduzir riscos sistêmicos e aumentar a proteção ao investidor.

O que muda com as novas regras do Banco Central?

Na prática, a IN 701/2026 permite que bancos e corretoras iniciem operações com criptomoedas após apenas 90 dias de comunicação ao Banco Central, desde que apresentem certificação técnica independente. Isso reduz o tempo de entrada no mercado em comparação ao processo completo exigido de VASPs tradicionais.

A certificação deve comprovar segregação patrimonial — ou seja, os ativos dos clientes não podem se misturar aos recursos da empresa — e prova de reservas. Segundo Finance Yahoo, essas exigências alinham o Brasil a padrões internacionais de compliance.

🚀 Buscando a próxima moeda 100x?
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora

Esse movimento dialoga com a tendência global de bancos entrando no cripto, oferecendo serviços regulados em vez de deixar o mercado restrito a exchanges independentes.

Impacto direto em stablecoins e fluxo cripto no Brasil

O tema das stablecoins é central nessa mudança. Dados do CoinMarketCap indicam que stablecoins representaram cerca de 90% do fluxo cripto no Brasil entre 2024 e 2025, reforçando sua importância como ponte entre o real e o dólar digital.

Com a classificação das stablecoins como operações de câmbio, transações com contrapartes não autorizadas ficam limitadas a US$ 100.000. Além disso, transferências internacionais acima de US$ 10.000 exigem instituições de câmbio licenciadas, segundo DeFiRACE.

Publicidade

Para o investidor brasileiro, isso significa mais segurança, mas também menos flexibilidade em operações P2P e uso de stablecoins fora de plataformas reguladas, um ponto de atenção para traders mais ativos.

Quem ganha e quais são os riscos dessa aceleração?

Bancos e grandes corretoras tendem a se beneficiar, já que possuem capital para atender às exigências mínimas, que variam entre R$ 10,8 milhões e R$ 37,2 milhões conforme o tipo de operação. Pequenas exchanges, por outro lado, podem enfrentar dificuldades para se adequar.

Há também o risco de concentração de mercado e redução da concorrência. Embora a entrada de bancos traga credibilidade, ela pode elevar custos e limitar a inovação, um dilema já observado em outros países com regulação mais dura.

Publicidade

Esse debate se conecta ao avanço da regulação de criptomoedas em mercados globais e ao próprio desenvolvimento do Drex, o real digital do BC, cujo lançamento foi adiado para 2026.

No médio prazo, a simplificação das regras tende a ampliar a oferta de produtos cripto regulados no Brasil, mas o investidor deve acompanhar de perto como isso afeta custos, liquidez e acesso a stablecoins, especialmente em momentos de maior volatilidade do mercado.

Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil