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Doação dos Winklevoss reforça Zcash e reacende tese de privacidade

ZCASH-ZEC
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Os irmãos Winklevoss doaram 3.221 ZEC, cerca de US$ 1,2 milhão, para a Shielded Labs, reforçando o desenvolvimento do ecossistema do Zcash e reacendendo o debate sobre privacidade on-chain. Após a notícia, o ZEC oscilou entre US$ 360 e US$ 382 nas últimas 24 horas e volume negociado próximo de US$ 490 milhões. O movimento ocorre em um cenário de maior interesse institucional por moedas de privacidade, impulsionado por mudanças regulatórias globais e pela busca por proteção de dados financeiros.

O que muda com o aporte dos Winklevoss?

Em termos simples, a doação financia melhorias técnicas no Zcash, incluindo Nonce-based Shielded Memo (NSM), Crosslink e taxas dinâmicas, segundo MEXC News. Essas atualizações buscam tornar as transações shielded mais eficientes e baratas, reduzindo barreiras de uso. Para investidores brasileiros, isso importa porque maior usabilidade tende a sustentar demanda de longo prazo.

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Atualmente, cerca de 30% da oferta de ZEC está em endereços shielded, alta de 150% trimestral, de acordo com Bitget Research. Esse dado sinaliza crescente adoção de privacidade, métrica-chave para avaliar a proposta de valor do ativo.

Institucionalização fortalece narrativa do Zcash

O aporte dos Winklevoss se soma a movimentos maiores: a Cypherpunk Technologies já acumula aproximadamente 290.000 ZEC, o equivalente a 1,8% da oferta circulante, com meta declarada de chegar a 5%. Além disso, a Grayscale solicitou um ETF de Zcash (ticker ZCSH), com US$ 137 milhões em ativos sob gestão e decisão esperada para o primeiro trimestre de 2026, segundo CryptoNews.

Esse contexto ajuda a explicar por que o ZEC acumula alta de 92% desde o halving de novembro de 2024, quando a emissão diária caiu de 3.600 para 1.800 ZEC. Menor oferta nova, combinada com demanda institucional, costuma pressionar preços no médio prazo — um fator que traders brasileiros monitoram de perto.

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Quais são os níveis técnicos que traders acompanham?

No curto prazo, o ZEC consolida acima da média móvel de 50 dias, em US$ 355, enquanto a média de 200 dias passa em US$ 312. O RSI diário está em 61 pontos, indicando viés de alta sem sinal claro de sobrecompra. Já o MACD segue positivo, mas com histograma perdendo força, sugerindo possível consolidação.

Os principais suportes estão em US$ 350 e US$ 312, enquanto a resistência imediata aparece em US$ 400. Um rompimento sustentado acima desse patamar pode abrir espaço para testar a região de US$ 430, mas falhas sucessivas tendem a trazer correções técnicas.

Riscos e contrapontos à tese de privacidade

Apesar do reforço institucional, moedas de privacidade enfrentam risco regulatório elevado, especialmente em mercados que exigem maior rastreabilidade. O próprio Zcash já passou por disputas de governança do Zcash, o que adiciona volatilidade ao ativo.

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Para o investidor brasileiro, a leitura é equilibrada: a doação fortalece fundamentos e desenvolvimento, mas o preço segue sensível a decisões regulatórias e ao humor institucional. Monitorar fluxos de fundos, métricas on-chain e avanços técnicos será decisivo para avaliar se o rali tem fôlego ou se o ZEC entra em nova fase de consolidação.

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