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Banco Central do Irã acumula US$ 500 milhões em USDT e expõe o poder das stablecoins fora do sistema bancário

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O Banco Central do Irã acumulou silenciosamente cerca de US$ 500 milhões em stablecoins, principalmente USDT, segundo relatório da empresa de análise on-chain Elliptic. A revelação não provocou reação direta nos preços do Bitcoin ou do Ethereum nas últimas 24h, mas reacendeu o debate sobre o papel das stablecoins como infraestrutura financeira paralela. O caso ocorre em um momento de maior escrutínio regulatório global sobre criptoativos e uso estatal de blockchains.

Embora o Bitcoin tenha se mantido relativamente estável, negociado próximo de US$ 90.000, o episódio reforça uma narrativa estrutural: stablecoins seguem ganhando tração fora do sistema bancário tradicional, especialmente em países sob sanções econômicas severas.

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Para investidores brasileiros, o movimento ajuda a entender por que o mercado de stablecoins cresce mesmo em fases de consolidação de preços das principais criptos.

O que exatamente aconteceu e quem está envolvido?

De acordo com a Elliptic, o Banco Central do Irã (CBI) teria adquirido aproximadamente US$ 507 milhões em USDT para apoiar operações financeiras e dar liquidez ao rial iraniano, moeda que enfrenta forte desvalorização. A estratégia ocorre após anos de sanções que limitam o acesso do país ao sistema financeiro global.

Segundo dados citados pela Cointelegraph, a Tether já congelou pelo menos US$ 37 milhões em carteiras ligadas ao CBI, mostrando que, apesar da descentralização operacional, stablecoins ainda possuem pontos de controle centralizados.

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Investigações anteriores indicam que endereços associados à Guarda Revolucionária do Irã movimentaram cerca de US$ 1,5 bilhão em USDT, com 39 carteiras congeladas pela Tether, segundo a CoinDesk.

Stablecoins se consolidam como infraestrutura financeira paralela

O caso do Irã reforça a tese de que stablecoins funcionam como uma camada alternativa de liquidação global, tema já debatido em análises sobre como stablecoins lideram liquidação global. Diferentemente do Bitcoin, que opera como reserva de valor, o USDT é usado como meio de pagamento e ponte cambial.

Dados da Chainalysis mostram que o Irã movimentou US$ 7,8 bilhões em cripto ao longo de 2025, evidenciando adoção doméstica relevante. Parte desse volume migrou para bridges cross-chain após o hack de US$ 90 milhões sofrido pela Nobitex, maior exchange local.

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Para o investidor brasileiro, o ponto-chave é entender que a demanda por stablecoins não depende apenas de ciclos de alta do mercado, mas de necessidades reais de liquidez e transferência de valor.

Quais os riscos e o contraponto dessa estratégia?

Apesar da eficiência operacional, o uso estatal de USDT carrega riscos claros. A capacidade da Tether de congelar fundos mostra que stablecoins não são totalmente resistentes à censura, o que pode limitar sua utilidade em cenários de pressão geopolítica extrema.

Além disso, esse tipo de uso tende a acelerar respostas regulatórias. No Brasil, onde o mercado de stablecoins cresce junto com o debate regulatório, casos como o do colapso do rial iraniano servem de alerta para autoridades e investidores.

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No médio prazo, a tendência é de maior vigilância sobre emissores de stablecoins, sem eliminar sua relevância. Para investidores brasileiros, entender essa dinâmica ajuda a avaliar riscos regulatórios e a importância estratégica das stablecoins dentro do ecossistema cripto global.

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