O Goldman Sachs está ampliando sua atuação em blockchain ao explorar novas iniciativas de tokenização de ativos e mercados de previsão, segundo declarações recentes do CEO David Solomon. Embora o movimento não tenha impacto direto em preços de criptomoedas específicas, o setor de RWA (real world assets) segue em forte expansão, com o mercado de Treasuries tokenizados acima de US$ 7 bilhões em 2025. O avanço ocorre em meio a uma tendência estrutural de entrada de instituições tradicionais em infraestrutura Web3.
O que o Goldman Sachs está testando na prática?
Na prática, o banco vem usando a plataforma proprietária GS DAP® para criar versões tokenizadas de fundos de mercado monetário em parceria com a BNY Mellon. Esses chamados “mirror tokens” representam ativos tradicionais on-chain, permitindo liquidação quase instantânea e redução de custos operacionais.
Segundo o próprio Goldman Sachs, gestoras como BlackRock, Fidelity e Federated Hermes participam do projeto. O produto BUIDL, da BlackRock, já concentra cerca de 33% de todo o volume tokenizado, reforçando a tração institucional desse modelo.
Esse movimento dialoga com a tendência mais ampla de tokenização de ativos, que cresceu mais de 125% em 12 meses. Para o investidor brasileiro, isso sinaliza amadurecimento da infraestrutura cripto além da especulação de preços.
Mercados de previsão entram no radar institucional
Além da tokenização, Solomon confirmou reuniões com plataformas de mercados de previsão, como Polymarket ou Kalshi, no início de 2026. Esses mercados permitem que usuários negociem probabilidades de eventos futuros, transformando informação em preço.
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Segundo TokenPost, o interesse do Goldman indica que dados gerados por mercados de previsão podem ganhar relevância institucional. Não por acaso, a Polymarket já fornece dados para grandes veículos financeiros.
Para traders brasileiros, o impacto é indireto, mas relevante: maior legitimidade pode aumentar liquidez e reduzir riscos regulatórios em plataformas cripto que operam com stablecoins.
Por que isso importa para o mercado cripto?
O avanço do Goldman reforça a narrativa de que blockchains públicos e permissionados estão se tornando infraestrutura financeira. Hoje, o valor total de ativos tokenizados ainda é pequeno frente ao mercado tradicional, mas o ritmo de crescimento supera três dígitos ao ano.
Esse movimento ocorre em paralelo a iniciativas de outras instituições financeiras tradicionais, como Morgan Stanley e Galaxy Digital, que tokenizou 32.374 ações próprias em 2025, segundo a Barron’s.
Quais são os riscos e limitações?
Apesar do avanço, a tokenização ainda enfrenta desafios regulatórios e de interoperabilidade. A maioria dos projetos opera em ambientes permissionados, limitando o acesso de investidores de varejo.
Além disso, o crescimento do RWA não implica valorização automática de tokens públicos como ETH ou SOL no curto prazo. Para o investidor brasileiro, a leitura correta é estrutural e de longo prazo, não um gatilho imediato de trade.
Em síntese, o movimento do Goldman Sachs não mexe diretamente nos gráficos hoje, mas consolida a tese de que cripto e finanças tradicionais estão convergindo. Para quem investe no Brasil, entender essa transição ajuda a separar ruído de tendência real.

