A Citrea anunciou nesta sexta-feira o lançamento da ctUSD, uma stablecoin em dólar nativa para aplicações de liquidez no ecossistema Bitcoin, emitida pela MoonPay e construída sobre a infraestrutura da M0. O anúncio ocorre em um momento em que o Bitcoin consolida acima de US$ 98.200, com alta de 1,4% nas últimas 24h e volume diário de negociação próximo de US$ 32 bilhões. A iniciativa se insere na tendência mais ampla de institucionalização das stablecoins, que ganham espaço como infraestrutura-chave para pagamentos e DeFi.
No mercado, o BTC segue lateralizado entre suporte em US$ 96.500 e resistência em US$ 100.000, com RSI diário em 52 pontos — sinal de equilíbrio entre compra e venda — e MACD próximo da linha zero. Para investidores brasileiros, o avanço de soluções de liquidez em dólar no Bitcoin pode reduzir fricções operacionais e custos em estratégias de yield e hedge.
O que é a ctUSD e por que ela importa?
A ctUSD é uma stablecoin 1:1 lastreada em caixa e T-bills dos EUA, emitida pela MoonPay e alimentada pela arquitetura interoperável da M0. Na prática, isso significa um dólar digital projetado para operar de forma nativa em aplicações ligadas ao Bitcoin, sem depender de bridges externas — um ponto crítico após falhas recorrentes nesse tipo de infraestrutura.
Segundo a Citrea, o objetivo é evitar a fragmentação de liquidez e ampliar a eficiência de protocolos DeFi em BTC. Isso se conecta diretamente à expansão do mercado de stablecoins, que cresce como base para transações on-chain e aplicações financeiras.
Arquitetura institucional e competição com USDC e USDT
A MoonPay vem ampliando sua atuação como emissora institucional de stablecoins desde novembro de 2025, com alcance potencial de mais de 30 milhões de usuários verificados. A integração com a M0 permite um modelo multi‑issuer, aproximando a ctUSD de padrões regulatórios como o GENIUS Act, segundo a M0.
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Na prática, a ctUSD entra em um mercado dominado por USDT e USDC, que juntos somam mais de US$ 150 bilhões em market cap. A diferença está no foco: enquanto essas stablecoins são multi-chain, a proposta da Citrea é aprofundar liquidez específica para Bitcoin DeFi, um segmento ainda pequeno, mas em expansão.
Quais são os riscos e limites dessa estratégia?
Apesar do apelo institucional, a adoção da ctUSD depende da tração real de aplicações DeFi no Bitcoin, que ainda respondem por menos de 2% do valor total bloqueado (TVL) em cripto. Além disso, a stablecoin não estará disponível no Canadá e na União Europeia, limitando seu alcance global inicial.
Para investidores brasileiros, o risco está menos no lastro — que segue padrões conservadores — e mais na liquidez efetiva no mercado secundário. Sem volume consistente, spreads podem permanecer elevados, reduzindo a atratividade frente a alternativas já consolidadas.
Em síntese, a ctUSD reforça a narrativa de amadurecimento da infraestrutura financeira do Bitcoin, mas seu impacto dependerá da capacidade da Citrea de atrair desenvolvedores e capital. Se a liquidez se materializar, o Bitcoin pode ganhar uma camada DeFi mais eficiente; caso contrário, a stablecoin tende a permanecer como uma solução de nicho no curto prazo.

