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Superciclo

Tom Lee aposta US$ 88 milhões em ETH e reacende tese de superciclo

Tom Lee aposta US$ 88 milhões em ETH e reacende tese de superciclo
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Tom Lee, cofundador da Fundstrat, reportedly reforçou sua tese de “superciclo” do Ethereum após comprar US$ 88 milhões em ETH a US$ 3.200 por unidade. A movimentação ocorre enquanto o ETH consolida próximo de US$ 3.250, com alta de 2,1% nas últimas 24h e ganho acumulado de 18% em 30 dias. O pano de fundo é um mercado cada vez mais dominado por fluxos institucionais, ETFs e uso real da rede, em contraste com ciclos anteriores guiados por varejo.

O que está por trás da nova aposta institucional em Ethereum?

Segundo o Yahoo Finance, a Bitmine, empresa presidida por Lee, agora detém 4,17 milhões de ETH — cerca de 3,45% da oferta circulante. A leitura é estrutural: Ethereum estaria deixando de ser um ativo puramente especulativo para atuar como infraestrutura financeira, sustentada por staking, taxas de rede e adoção institucional.

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Na prática, isso importa porque reduz oferta líquida. Hoje, cerca de 28,9% do ETH está travado em staking, como detalhado no recorde de staking do Ethereum, enquanto o EIP-1559 continua queimando tokens em períodos de alta atividade. Menos ETH disponível tende a amplificar movimentos de preço quando a demanda cresce.

Dados on-chain e técnicos reforçam a tese?

Em termos on-chain, o Ethereum encerrou 2025 com TVL próximo de US$ 99 bilhões, segundo a KuCoin, enquanto as Layer 2 já processam mais de 85% das transações diárias. O gas médio caiu para US$ 0,42 em janeiro de 2026, ampliando o uso de DeFi, stablecoins e tokenização de ativos.

No gráfico diário, o ETH negocia acima das médias móveis de 50 e 200 dias, em US$ 3.050 e US$ 2.720, respectivamente. O RSI em 61 indica força compradora sem sinal claro de sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo, sugerindo continuidade da tendência enquanto o suporte em US$ 3.000 se mantiver.

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ETFs e adoção institucional mudam o jogo

Os ETFs de Ethereum à vista seguem como vetor-chave. O iShares Ethereum Trust (ETHA), da BlackRock, já soma US$ 11,1 bilhões sob gestão e volume diário de cerca de US$ 190 milhões, oferecendo liquidez para grandes players. Esse movimento reforça a disputa descrita nos ETFs de Ethereum, que passaram a incorporar staking e rendimento como diferencial.

Para investidores brasileiros, isso se traduz em maior correlação com fluxos globais. Entradas consistentes acima de US$ 300 milhões mensais em ETFs tendem a sustentar o preço em dólar e, por consequência, em real — especialmente em cenários de câmbio volátil.

Até onde vai o superciclo — e quais são os riscos?

Lee fala em ETH a US$ 32.000 (10x), o que implicaria market cap de US$ 3,8 trilhões, maior que o da Apple hoje. O próprio relatório interno da Fundstrat, porém, alerta para possível queda a US$ 1.800–US$ 2.000 no primeiro semestre de 2026, mostrando que volatilidade segue no radar.

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O histórico de previsões agressivas de Lee também exige cautela. Ainda assim, o fortalecimento estrutural do Ethereum — que já supera o Bitcoin em métricas de uso — cria um piso mais robusto do que em ciclos passados.

Em síntese, a compra de US$ 88 milhões não garante um superciclo, mas sinaliza confiança institucional baseada em dados de adoção, escassez e infraestrutura. Para o investidor brasileiro, o recado é claro: o ETH deixou de ser apenas narrativa e passou a exigir análise técnica, on-chain e de fluxo para decisões mais informadas.

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