A Ethereum Foundation reforçou nesta semana que o futuro da rede depende da adoção nativa de provas de conhecimento zero (ZK), segundo declarou a co-diretora executiva Hsiao-Wei Wang. O discurso coincidiu com o ETH negociado a US$ 3.420, alta de 2,1% em 24h, enquanto o volume diário saltou 18%, para US$ 21,4 bilhões. O movimento ocorre em meio à narrativa de escalabilidade e competição entre soluções de Layer 2 que ganhou força desde 2025.
O que são provas ZK e por que voltaram ao centro do debate?
Provas de conhecimento zero permitem validar transações sem revelar seus dados, reduzindo custo computacional e preservando segurança. Na prática, ZK-rollups processam operações fora da rede principal e enviam apenas provas criptográficas ao Ethereum, o que explica taxas menores e maior capacidade. Hoje, cerca de 60% das transações globais baseadas em ZK em L2s já rodam sobre Ethereum, segundo dados de 2025.
O TVL combinado de soluções ZK ultrapassa US$ 28 bilhões, com redes como StarkNet, zkSync Era e Linea crescendo entre 11% e 22% ao ano. Para investidores, isso importa porque maior uso de L2 reduz pressão sobre a camada base e sustenta a demanda estrutural por ETH, usado para taxas e staking.
Impacto técnico no preço do ETH
No gráfico diário, o ETH mantém viés de consolidação acima da média móvel de 50 dias, em US$ 3.310. O RSI em 58 indica força moderada, sem sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo, mas com histograma estável — sinal de tendência ainda construtiva, porém sem aceleração.
Os principais suportes estão em US$ 3.250 e US$ 3.100, zonas defendidas nas últimas duas semanas. Do lado superior, a resistência imediata aparece em US$ 3.500; um rompimento com volume acima da média poderia abrir espaço para US$ 3.750. Para traders brasileiros, esses níveis ajudam a calibrar risco e ponto de entrada.
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Ethereum e a disputa por capital institucional
A fila de staking soma cerca de 1,3 milhão de ETH aguardando entrada, sinalizando demanda crescente de validadores institucionais. Esse dado reforça a tese de que melhorias técnicas, como ZK nativo, podem tornar o Ethereum mais eficiente e atrativo frente a concorrentes. Não por acaso, o debate ocorre enquanto ETFs de Ethereum disputam rendimento e ampliam a exposição do ativo a investidores tradicionais.
No Brasil, o tema ganha peso extra com novas regras de licenciamento do Banco Central previstas para fevereiro de 2026. Soluções ZK podem facilitar compliance e privacidade, pontos sensíveis para exchanges e custodians locais.
Quais são os riscos dessa aposta?
Apesar do otimismo, a integração de ZK no nível de protocolo ainda é complexa e depende de avanços técnicos contínuos. Concorrentes diretos também evoluem rápido, e falhas de implementação podem gerar atrasos ou custos inesperados. Além disso, o preço do ETH segue sensível ao macro e ao apetite global por risco.
No conjunto, a fala da Ethereum Foundation não muda o curto prazo, mas reforça uma narrativa de longo prazo baseada em eficiência e segurança. Para investidores brasileiros, entender como ZK impacta uso real, staking e regulação é crucial para avaliar se o atual patamar de preço oferece oportunidade ou exige cautela.

