A Bakkt Holdings (BKKT) disparou 20,4% em 24h na Bolsa de Nova York após anunciar a aquisição da Distributed Technologies Research (DTR), reforçando sua estratégia em pagamentos com stablecoins. As ações atingiram US$ 19,54, elevando o valor do acordo para cerca de US$ 178 milhões, segundo dados de mercado. O movimento ocorre em um momento de forte consolidação no setor cripto, com instituições buscando infraestrutura própria para capturar fluxos de pagamentos digitais.
O avanço da Bakkt se insere em um ciclo de aquisições que já soma US$ 8,6 bilhões em 2025, de acordo com o Financial Times, refletindo a corrida por soluções escaláveis e reguladas. Para investidores brasileiros, o sinal é claro: stablecoins seguem ganhando tração como trilho de pagamentos global.
O que está por trás da alta das ações da Bakkt?
Na prática, a Bakkt anunciou a compra da DTR, empresa especializada em infraestrutura de pagamentos com stablecoins e moedas fiduciárias. O acordo prevê a emissão de mais de 9 milhões de ações Classe A, transferindo cerca de 31,5% do capital para os acionistas da DTR, segundo Investing.com.
Esse tipo de infraestrutura é o “encanamento” do sistema: APIs, liquidação e compliance que permitem que stablecoins sejam usadas em checkouts e remessas. Isso conecta diretamente com a tese de pagamentos com stablecoins, que podem atingir US$ 56 trilhões até 2030.
Dados financeiros reforçam tese institucional
A reação positiva do mercado encontra respaldo nos números. No 4º trimestre de 2024, a Bakkt reportou volumes de trading 778% maiores e crescimento de 737,9% na receita anual, segundo relatório oficial da empresa. Esses dados mostram aceleração da demanda institucional por infraestrutura cripto regulada.
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Além disso, a Intercontinental Exchange (ICE), controladora da NYSE e detentora de 31% da Bakkt, declarou apoio formal ao acordo. Esse endosso reduz risco de governança e explica parte do fluxo comprador nas ações BKKT.
Como isso impacta o mercado cripto e investidores brasileiros?
A aposta da Bakkt aumenta a competição com players como Circle (USDC) e redes focadas em liquidação, tema que já domina o debate sobre liquidação de stablecoins. Para o Brasil, onde stablecoins são amplamente usadas em remessas e proteção cambial, o avanço institucional tende a melhorar liquidez e reduzir spreads.
Na prática, mais infraestrutura significa menor custo operacional e maior adoção por bancos e fintechs locais. Isso fortalece a tese de longo prazo para stablecoins, mas não garante ganhos lineares para ações como BKKT.
Quais são os riscos dessa estratégia?
Apesar da alta de 20%, o acordo ainda depende de aprovação regulatória e de acionistas. O mercado de ações cripto segue volátil, e o preço da BKKT permanece bem abaixo das máximas históricas, o que limita leituras excessivamente otimistas.
Além disso, o setor ainda enfrenta questionamentos regulatórios, como mostra o debate sobre stablecoins no ecossistema Ethereum. Para investidores, o recado é equilibrar o potencial de crescimento com riscos de execução.
Em síntese, a disparada das ações da Bakkt reflete confiança do mercado em sua virada estratégica para pagamentos com stablecoins. Para investidores brasileiros, o movimento reforça a adoção institucional do setor, mas exige análise cuidadosa dos riscos antes de qualquer decisão.

