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Bank of America eleva Coinbase a compra e reforça tese da Base

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O Bank of America elevou o rating das ações da Coinbase (COIN) para “compra”, citando o crescimento acelerado da rede Base e ventos favoráveis da tokenização de ativos tradicionais. No mercado, as ações da COIN eram negociadas a US$ 248, alta de 1% no dia, apesar de ainda acumularem queda de cerca de 40% desde o pico de US$ 444 registrado em julho de 2025. A decisão reforça uma narrativa mais ampla de avanço institucional sobre infraestrutura cripto, mesmo em um ambiente de competição crescente nos EUA.

O que motivou o upgrade do Bank of America?

Segundo o banco, a Coinbase se consolidou como uma das líderes em tokenização, oferecendo um pacote completo que inclui emissão, custódia, compliance e distribuição de ativos digitais para gestores institucionais. Isso ficou mais claro após o lançamento do Coinbase Tokenize, voltado para ações, ETFs e, no futuro, ativos como imóveis e participações privadas.

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O diferencial está na Base, rede layer-2 da Coinbase sobre o Ethereum. A Base processou picos de até 18,2 milhões de transações em um único dia em novembro de 2025, mostrando tração real como infraestrutura. Hoje, cerca de 70% das transações de stablecoins da Coinbase já passam pela Base, com volumes diários acima de US$ 30 bilhões, o que reduz custos e aumenta margens.

Base se torna motor estratégico da expansão da Coinbase

Lançada em 2023, a Base evoluiu de um experimento técnico para um ativo estratégico. Além de apps DeFi e pagamentos, a rede já sustenta produtos como empréstimos com garantia em Bitcoin e integrações com stablecoins como o USDC, fundamental para liquidez on-chain.

Analistas do Bank of America destacaram que, caso a Coinbase lance um token nativo da Base, o impacto financeiro pode ser relevante. Com cerca de US$ 5 bilhões em valor total bloqueado (TVL), uma emissão poderia gerar bilhões em caixa, ao mesmo tempo em que incentiva desenvolvedores e usuários — embora a empresa ainda não tenha confirmado oficialmente esse plano.

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Como isso afeta investidores brasileiros?

Para o investidor brasileiro, o avanço da Coinbase e da Base importa por dois motivos centrais: liquidez e infraestrutura. Redes mais eficientes reduzem custos de transação em stablecoins e DeFi, algo relevante para quem usa USDC para proteção cambial ou remessas internacionais.

Além disso, a adoção institucional nos EUA costuma antecipar movimentos globais. Bancos e gestoras avançando em tokenização aumentam a probabilidade de produtos semelhantes chegarem ao Brasil, reforçando a adoção institucional e a integração entre mercado tradicional e cripto.

Riscos no radar: concorrência e regulação

Apesar do tom positivo, o Bank of America apontou riscos claros. A possível expansão da Binance.US, que voltou a operar plenamente com bancos, pode pressionar taxas e participação de mercado da Coinbase. A Binance tem vantagem em liquidez e derivativos, pontos sensíveis para traders.

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No campo regulatório, um marco legal mais claro nos EUA pode destravar crescimento, mas também intensificar a competição. Segundo Cointelegraph, analistas alertam que a harmonização regulatória pode favorecer players globais com estrutura maior.

Em síntese, o upgrade do Bank of America reforça a tese de que a Coinbase deixou de ser apenas uma corretora e passou a disputar espaço como infraestrutura central do mercado cripto. Para investidores, o cenário é construtivo no longo prazo, mas exige atenção à concorrência e à volatilidade típica do setor.

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