O Índice de Altcoin Season atingiu na sexta-feira (09) seu nível mais alto em três meses, sinalizando rotação de capital para além do Bitcoin, segundo dados compilados por analistas de mercado. O movimento ocorre enquanto ETFs spot de BTC registraram saídas líquidas de US$ 1,13 bilhão entre terça e quinta-feira, pressionando o preço do ativo. No pano de fundo, investidores institucionais parecem buscar maior assimetria de retorno em altcoins no início de 2026.
O Bitcoin operava próximo de US$ 89.400, com queda de 1,8% nas últimas 24h e recuo de 6,2% na semana, enquanto o índice de dominância do BTC caiu para 48,7%, segundo dados agregados do mercado. Em contraste, altcoins como Solana (SOL) e XRP avançaram 4,6% e 5,1% no mesmo período. O cenário reforça a narrativa de redistribuição de liquidez em ciclos intermediários de mercado.
Para investidores brasileiros, o sinal é relevante porque historicamente a Altcoin Season tende a favorecer estratégias de diversificação, especialmente em mercados laterais de BTC. Dados de corretoras indicam aumento do volume em pares de altcoins negociados em reais. Isso sugere maior apetite do varejo local por ativos além do Bitcoin.

O que significa o Índice de Altcoin Season?
O Índice de Altcoin Season mede quantas das 100 maiores criptomoedas superam o desempenho do Bitcoin em um período de 90 dias. Leituras acima de 50 indicam rotação de capital para altcoins; abaixo disso, o BTC mantém liderança. Atualmente, o índice subiu para 43, o maior nível desde outubro, ainda longe de uma Altcoin Season plena, mas indicando mudança de tendência.
Segundo a Block Scholes, métricas on-chain mostram atividade de rede mais estável em altcoins desde dezembro, com volumes de transação crescendo 12% em SOL e 9% em XRP na semana. Ao mesmo tempo, o supply de BTC em exchanges subiu levemente para 12,3%, sugerindo maior pressão vendedora de curto prazo.
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Esse movimento dialoga com análises recentes sobre Altcoin Season em 2026, que apontam padrões semelhantes aos observados em ciclos anteriores. A diferença agora é a presença de produtos institucionais regulados. ETFs de altcoins ampliam o canal de acesso para grandes investidores.
ETFs impulsionam rotação de capital institucional
Os dados mais recentes mostram que ETFs spot de ETH também sofreram saídas de US$ 258 milhões no mesmo intervalo, enquanto produtos ligados a SOL e XRP registraram entradas líquidas. O ETF de XRP, por exemplo, atraiu US$ 46 milhões em um único dia e não teve saídas desde o lançamento em 13 de novembro, segundo a Barron’s.
Do ponto de vista técnico, SOL negocia a US$ 118, acima da média móvel de 50 dias em US$ 112, com RSI em 58, indicando momentum positivo sem sobrecompra. XRP, a US$ 0,74, testa resistência em US$ 0,76, com MACD cruzado para cima no gráfico diário. Esses níveis ajudam traders a mapear pontos de entrada e saída.
No Brasil, esse interesse se reflete no volume. Um relatório da HTX aponta que a atividade cripto no país cresceu 43%, com SOL e ETH entre os quatro ativos mais negociados. Isso indica que o investidor brasileiro já acompanha a rotação global.
Quais os riscos por trás da narrativa de Altcoin Season?
Apesar do fortalecimento relativo das altcoins, o cenário ainda exige cautela. O Índice de Altcoin Season abaixo de 50 mostra que o Bitcoin não perdeu completamente a liderança. Uma retomada de entradas em ETFs de BTC pode rapidamente inverter o fluxo.
Além disso, altcoins tendem a apresentar maior volatilidade. Quedas bruscas de liquidez podem levar a movimentos de despenca em períodos de aversão ao risco. Para o investidor brasileiro, gestão de risco e tamanho de posição continuam sendo decisivos.
Em síntese, o avanço do Índice de Altcoin Season para o maior patamar em três meses sinaliza rotação de capital, não uma mudança estrutural definitiva. Se os fluxos institucionais continuarem favorecendo altcoins e o BTC permanecer consolidado abaixo de US$ 90.000, o espaço para ganhos relativos pode se ampliar. Ainda assim, o mercado segue sensível a dados macro e ao comportamento dos ETFs.

