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Ethereum amplia capacidade de dados antes do upgrade Fusaka

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O Ethereum elevou sua capacidade de dados por bloco nesta terça-feira ao ativar o BPO #2, um ajuste técnico que aumenta o espaço de blobs antes do upgrade Fusaka. O movimento ocorreu com o ETH sendo negociado a US$ 3.420, alta de 1,8% nas últimas 24h, enquanto o volume diário somou US$ 14,2 bilhões. A mudança se insere em uma narrativa mais ampla de escalabilidade gradual da rede, em meio à crescente dependência de soluções de layer-2.

Em base semanal, o ETH acumula alta de 4,6%, mas ainda opera 29% abaixo da máxima histórica, refletindo um mercado que reage positivamente a avanços técnicos, mas segue sensível ao cenário macro e à rotação de capital entre blockchains.

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Para investidores brasileiros, o ajuste chega em um momento relevante, já que L2s como Base e Optimism vêm concentrando grande parte da atividade DeFi e de trading, reduzindo custos operacionais em reais.

O que mudou com o aumento da capacidade de blobs?

O Ethereum elevou o alvo de blobs por bloco de 10 para 14 e o limite máximo de 15 para 21. Blobs são pacotes de dados usados por rollups para registrar transações off-chain de forma barata, mantendo a segurança da camada principal.

Na prática, mais blobs significam mais espaço para dados das L2s. Isso reduz o risco de picos de taxas, como o observado em 30 de outubro de 2025, quando as blob fees chegaram a 42.000 gwei, segundo dados compilados pelo Coinotag.

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Dados on-chain mostram que o uso atual ainda está abaixo do novo teto, indicando que a rede está se antecipando à demanda futura. Esse tipo de ajuste incremental evita congestionamentos abruptos e melhora a previsibilidade de custos.

Ethereum ajusta escalabilidade e reforça aposta em L2s

O aumento de blobs reforça a estratégia do Ethereum de escalar via disponibilidade de dados, em vez de grandes hard forks. Desde o upgrade Pectra, a capacidade diária saltou de cerca de 5,5 GB para 8,15 GB, reduzindo custos para rollups, de acordo com a PANews.

Projetos como Base, Arbitrum e Optimism — este último discutindo modelos de captura de valor, como mostramos em análise recente do CriptoFacil — são os principais beneficiados. Para traders brasileiros, isso se traduz em taxas mais estáveis e maior liquidez nessas redes.

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No gráfico, o ETH enfrenta resistência imediata em US$ 3.500, nível alinhado à média móvel de 200 dias. O suporte principal está em US$ 3.250. O RSI diário em 56 indica momentum neutro-positivo, enquanto o MACD segue acima da linha de sinal, sugerindo continuidade, mas sem força explosiva.

Quais os riscos e limites desse movimento?

Apesar do avanço técnico, o próprio time do Ethereum reconhece que o ajuste não é um catalisador de preço isolado. A demanda por blobs ainda está longe de saturar a capacidade atual, o que limita impactos imediatos sobre receitas de validadores.

Além disso, a concorrência entre L1s e a pressão regulatória global seguem como fatores de risco. No Brasil, novas regras do Banco Central para ativos virtuais a partir de fevereiro de 2026 podem afetar o ritmo de adoção, especialmente para plataformas que operam com L2s.

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Em síntese, o aumento da capacidade de blobs sinaliza um Ethereum mais previsível e preparado para escalar com o crescimento das L2s. Para investidores, o dado-chave a monitorar é a evolução do uso de blobs após o Fusaka, que pode indicar quando melhorias técnicas começam, de fato, a se refletir em valor econômico para o ETH.

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