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SharpLink trava US$ 170 milhões em Ethereum na Linea e reduz oferta

Ethereum Staking
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A SharpLink Gaming confirmou nesta sexta-feira a execução de um plano para alocar US$ 170 milhões em Ethereum (ETH) em uma estratégia de staking e restaking na rede Linea, apoiada pela Consensys. Após a notícia, o ETH operava estável em US$ 3.120, com alta de 1,8% em 24 horas e ganho acumulado de 6,4% em sete dias, segundo dados de mercado. O movimento ocorre em um momento de crescente institucionalização do Ethereum, com empresas buscando rendimento on-chain em estruturas compatíveis com compliance.

No gráfico diário, o ETH negocia acima da média móvel de 50 dias (US$ 3.020) e da média de 200 dias (US$ 2.740), mantendo viés técnico construtivo. O RSI em 14 períodos está em 58 pontos, indicando força moderada sem sinal de sobrecompra, enquanto o MACD segue positivo, embora com histograma em desaceleração. Para investidores brasileiros, isso sugere continuidade da tendência, mas com menor assimetria de curto prazo.

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Em termos macro, a notícia se soma à narrativa de redução de oferta líquida de ETH, impulsionada por staking institucional, queima de taxas e migração de capital para soluções Layer 2.

O que significa o aporte da SharpLink em termos simples?

Na prática, a SharpLink colocou cerca de 54.500 ETH para gerar rendimento via staking nativo do Ethereum e restaking por meio de parceiros como EigenCloud e ether.fi, usando a Linea como infraestrutura. A empresa já havia sinalizado a intenção de alocar até US$ 200 milhões ao longo de vários anos, e agora passou do planejamento para a execução.

Desde meados de 2025, a SharpLink acumula 864.840 ETH, avaliados em cerca de US$ 2,7 bilhões, o que a coloca como a segunda maior tesouraria corporativa de Ethereum. Segundo dados divulgados pela própria empresa e reportados pelo The Block, a estratégia já gerou 10.657 ETH em recompensas históricas, incluindo 438 ETH apenas na última semana.

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Esse tipo de movimento reforça a tese de “ETH produtivo”, semelhante ao que outras empresas vêm fazendo com tesouro em ETH, mas com foco explícito em rendimento recorrente e não apenas exposição direcional ao preço.

Demanda institucional reforça narrativa de escassez

Ao bloquear grandes volumes de ETH em staking, a SharpLink reduz a oferta líquida disponível em exchanges, uma métrica acompanhada de perto pelo mercado. Dados on-chain mostram que a oferta de ETH em corretoras caiu para cerca de 10,9% do supply circulante, mínima de 18 meses, um fator historicamente associado a menor pressão vendedora.

Além disso, a Linea planeja implementar a queima de ETH em cada transação e introduzir staking nativo para ativos bridged a partir de outubro de 2025, de acordo com a CoinDesk. Isso conecta a estratégia da SharpLink à narrativa deflacionária do Ethereum e ao avanço das soluções Layer 2.

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Quais são os riscos para quem olha o ETH agora?

Apesar do viés positivo, o mercado já precifica parte do otimismo institucional. O principal risco está em uma reversão de sentimento macro ou em mudanças regulatórias que afetem estratégias de restaking, ainda relativamente novas. Em termos técnicos, uma perda do suporte em US$ 3.000 poderia levar o ETH a testar a região de US$ 2.850, onde passa um suporte de volume relevante.

Para o investidor brasileiro, a leitura é de fortalecimento estrutural do Ethereum, mas com a necessidade de gestão de risco no curto prazo. O movimento da SharpLink valida o uso do ETH como ativo gerador de renda, mas não elimina a volatilidade inerente ao mercado cripto.

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