Durante um fala no conferência Bitcoin Asia, em Hong Kong, Eric Trump reconheceu a China como uma força dominante no setor de criptomoedas. O empresário e filho do presidente dos EUA também reafirmou sua crença em que o Bitcoin atingirá a marca de um milhão de dólares no futuro. A afirmação, entretanto, contrasta fortemente com a política oficial de Pequim, que baniu transações institucionais e a mineração de criptomoedas.
“Não há dúvida de que a China é uma potência incrível (hell of a power) quando se trata deste mundo e de fazê-lo bem”, declarou Trump em um debate com David Bailey, CEO da BTC Media.
O elogio é particularmente intrigante dado o histórico da China continental. Desde 2017, o país proíbe a negociação institucional e as exchanges de criptomoedas, tendo declarado todas as transações relacionadas como ilegais em 2021. No entanto, a propriedade de criptomoedas por indivíduos permanece em uma zona cinzenta. Alguns exemplos são as atividade peer-to-peer (P2P) e mineração persistindo em várias regiões, frequentemente toleradas na prática.
Bailey, durante a conversa, posicionou Hong Kong como o laboratório experimental de Pequim para políticas de ativos digitais, um “local de encontro para o mundo discutir este tema em relação à China”. Trump pareceu endossar essa visão, creditando à China e a Hong Kong terem deixado “uma marca inacreditável no Bitcoin”.
Aproximação improvável
Enquanto elogiava a China, Eric Trump foi rápido em afirmar que os Estados Unidos, sob a liderança de seu pai, estão atualmente “vencendo a revolução digital”. Ele citou a recente legislação de stablecoins, a criação de uma reserva estratégica de Bitcoin e o objetivo declarado de tornar o país a “capital mundial das criptomoedas”.
A própria família Trump mergulhou de cabeça no setor. Eric estava em Hong Kong para promover sua joint venture de mineração de Bitcoin, American Bitcoin, com a empresa Hut 8. Ele também destacou seu trabalho com o projeto de finanças descentralizadas (DeFi) World Liberty Financial e seu cargo de consultor na Metaplanet, firma japonesa de tesouraria de Bitcoin.
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Sua entrada no espaço cripto, contudo, foi apresentada como uma resposta à adversidade. Trump relembrou o fechamento em massa de contas bancárias de empresas da família durante o governo Biden, um evento que ele credita por tê-lo levado à comunidade. “Conheci algumas das maiores pessoas que já conheci na vida… frequentemente dizem que o inimigo do seu inimigo é seu amigo. Foi assim que a família Trump se tornou amiga desta comunidade”, afirmou.