A Western Union, gigante global de remessas, confirmou que estuda integrar stablecoins em sua infraestrutura de carteiras digitais. Dessa forma, a companhia pretende ampliar o alcance dessas moedas digitais estáveis em um momento de maior aceitação regulatória. A informação foi dada pelo CEO da empresa, Devin McGranahan, em entrevista à Bloomberg na última segunda-feira (21).
McGranahan afirmou que a Western Union avalia parcerias para viabilizar serviços de on-ramp e off-ramp, possibilitando que clientes comprem e vendam stablecoins diretamente pela plataforma da companhia. Além disso, a empresa também analisa como disponibilizar produtos baseados em stablecoins em carteiras digitais para usuários em escala global.
De acordo com o executivo, a Western Union enxerga três frentes principais de oportunidade com stablecoins. A primeira é agilizar transferências internacionais. A segunda é facilitar a conversão entre stablecoins e moedas fiduciárias e, por fim, oferecer uma forma de reserva de valor para clientes que vivem em economias voláteis.
“Vemos a stablecoin como uma oportunidade, não como uma ameaça”, disse McGranahan. “Temos 175 anos de história e sempre fomos inovadores. Stablecoin é apenas mais uma oportunidade de inovar.”
Western Union focada em stablecoins
A declaração vem logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sancionar o Guiding and Establishing National Innovation for U.S. Stablecoins Act, conhecido como GENIUS Act. A nova lei cria um arcabouço regulatório federal específico para stablecoins.
Entre outras coisas, a lei exige lastro integral em dólares americanos ou outros ativos altamente líquidos. Além disso, determina a realização de auditorias anuais obrigatórias para emissores que ultrapassarem US$ 50 bilhões em capitalização de mercado.
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Trump afirmou, durante a cerimônia de assinatura, que a lei é um passo decisivo para consolidar a liderança americana em finanças globais e em tecnologias de criptoativos. O GENIUS Act também estabelece normas para emissão de stablecoins por entidades estrangeiras, buscando garantir maior transparência e segurança para consumidores e investidores.
A Western Union, que movimenta bilhões em transferências todos os anos, quer usar stablecoins para reduzir custos de operação e tempo de liquidação de pagamentos internacionais. Ao integrar stablecoins à sua rede, a empresa poderá atender clientes que buscam alternativas de envio de valores mais rápidas e com menor exposição à volatilidade cambial.
Para o mercado de remessas, a iniciativa pode representar uma mudança importante. Afinal, as stablecoins se consolidam como ponte entre finanças tradicionais e o ecossistema cripto, principalmente em regiões onde o acesso a moedas fortes é restrito.
A Western Union ainda não anunciou prazos para implementação. No entanto, analistas de mercado acreditam que a aprovação da GENIUS Act deve acelerar o lançamento de produtos com stablecoins por grandes instituições financeiras dos Estados Unidos.