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Golpe em redes sociais

Hackers estão controlando canais no YouTube para tentar roubar criptomoedas, diz Google

Hackers estão controlando canais no YouTube para tentar roubar criptomoedas, diz Google
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O Grupo de Análise de Ameaças do Google (TAG, na sigla em inglês) alertou para um grupo de hackers que está assumindo canais populares do YouTube e, em seguida, modificando-os para simular canais de empresas famosas de criptomoedas ou tecnologia.

De acordo com a publicação, o objetivo é pedir contribuições aos usuários da plataforma. Os pedidos, feitos com criptomoedas, servem para roubar fundos das pessoas

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“O nome do canal, a imagem do perfil e o conteúdo foram substituídos por marca de criptomoeda para personificar grandes exchanges de criptomoedas e empresas de tecnologia. Nesse sentido, os hackers transmitiam vídeos ao vivo prometendo criptomoedas em troca de “contribuições iniciais”, disse o Grupo.

Contudo, esta não é a única estratégia dos hackers. Em alguns casos, sobretudo para canais de menor porte, os hackers decidem vendê-los para quem der o lance mais alto. O TAG até descobriu a existência de um mercado secundário para esses canais, cujos preços variam entre US$ 3 e US$ 4.000 por canal.

Uma das empresas afetadas foi a exchange Gemini, dos irmãos Cameron e Tyler Winklevoss. A exchange denunciou pelo menos dois canais de YouTube que se passaram pela exchange ao longo de 2020.

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Redes sociais também são afetadas

O relatório do TAG não encontrou resultados apenas no YouTube, mas também através de pesquisas em outras redes sociais pelo Google. Como resultado, pelo menos 1.100 páginas falsas foram detectadas até o fechamento desta edição.

Nesses casos, o modus operandi do grupo é semelhante: ao criarem páginas falsas, os hackers colocam QR Codes para que as pessoas enviem criptomoedas. Para atrair a atenção, eles prometem a entrega de bônus ou então a devolução, em dobro, do valor doado.

Entretanto, tudo não passa de um golpe com páginas falsas. Os hackers costumam utilizar os nomes de grandes empresas, como Cisco VPN, a plataforma de jogos Steam, entre outros, enquanto outros sits falsos são gerados usando modelos disponíveis gratuitamente na Internet.

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Exemplo de página real (esquerda) e falsa (direita) de uma empresa real. Fonte: Google TAG.

Ataques afetam grandes contas e até bilionários

Os resultados do TAG revelam um golpe que não é inédito na comunidade. De fato, hackers utilizaram de estratégia semelhante em outra rede social, o Twitter. Em 2020, a rede presenciou um dos maiores hacks em massa da história.

Embora não tenha causado grandes perdas financeiras, o ataque surpreendeu pela quantidade de grandes contas impactadas. As contas das exchanges Binance e da Tron Network, bem como a de seus respectivos fundadores, foram exemplos dos alvos.

Nem mesmo grandes nomes escaparam da invasão. As contas de personalidades como Elon Musk (CEO da Tesla e SpaceX), Jeff Bezos (CEO da Amazon) e Bill Gates (fundador da Microsoft) também foram invadidas.

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Por fim, o Google esclareceu quatros pontos que utiliza para garantir a proteção das contas de seus usuários:

  • Regras adicionais para detectar e bloquear e-mails de phishing e engenharia social, roubo de cookies e transmissões ao vivo de fraudes com criptomoedas;
  • O modo Navegação Segura está detectando e bloqueando ainda mais páginas de destino e downloads de malware;
  • O YouTube fortaleceu os fluxos de trabalho de transferência de canal, detectou e recuperou automaticamente mais de 99% dos canais sequestrados;
  • A segurança da conta reforçou os fluxos de trabalho de autenticação para bloquear e notificar o usuário sobre possíveis ações confidenciais.

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