Início » Últimas Notícias » Empresas de criptomoedas procuram se defender de repressão do governo

Empresas de criptomoedas procuram se defender de repressão do governo

Empresas de criptomoedas procuram se defender de repressão do governo
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil

A Blockchain Association (BA) é uma organização comercial da indústria de criptomoedas dos Estados Unidos. Na terça-feira (17), ela divulgou um relatório defendendo a auto-custódia de criptomoedas.

O documento é intitulado Self-Hosted Wallets and the Future of Free Societies. Em tradução livre, o título fala sobre carteiras de auto custódia e “futuro das sociedades livres”.

Publicidade

No relatório, a BA faz uma defesa desse tipo de carteira. Segundo ele, o mercado tem sido alvo da ansiedade regulatória sobre finanças descentralizadas e transações P2P.

No mesmo dia, a BA ganhou o apoio da Coin Center, que também divulgou um relatório sobre o tema. A organização sem fins lucrativos defende a descentralização das criptomoedas junto aos reguladores dos EUA.

Reguladores com foco errado

Tanto a BA quanto a Coin Center criticaram o foco dos reguladores nos mercados descentralizados. Para elas, as empresas centralizadas são o verdadeiro foco de risco.

🚀 Buscando a próxima moeda 100x?
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora

Ambas citaram as leis de combate à lavagem de dinheiro (AML, na sigla em inglês) e processos de identificação de cliente (KYC, na sigla em inglês).

“Porque as entidades sem conformidade que já estão sujeitas ao regime global de AML/KYC — nomeadamente exchanges centralizadas e OTC — representam a maior ‘lacuna’ no ecossistema de ativos digitais. Colocar restrições a carteiras hospedadas não abordariam o risco substancialmente maior representado pela falta de conformidade”, disseram as instituições.

Segundo o especialista Jai Ramaswamy, autor de um dos relatórios, o excesso de regulamentações em carteiras auto custodiadas poderia até ser contraproducente.

“Uma análise sóbria da tecnologia explica por que tais esforços estão fadados ao fracasso e só servirão para minar, em vez de aumentar, os esforços para detectar e interromper atividades financeiras ilícitas”, disse.

Riscos das proibições

Segundo a BA, as proibições ou restrições a essas carteiras poderiam ocorrer de três formas. Essas seriam ações que o governo poderia tomar ao criar regulamentações:

Publicidade
  • Proibir ou negar o licenciamento de plataformas se elas permitirem transferências de carteira não hospedadas;
  • Introduzir limites transacionais ou de volume em transações P2P;
  • Obrigar que as transações ocorram com o uso de provedores de serviços de ativos virtuais (VASP, na sigla em inglês) ou instituições financeiras. Os VASPs são regulamentados, o que facilitaria a ação e restrição desses meios.

No entanto, isso demandaria uma proibição completa de transações vindas dessas carteiras. É o que afirma Kristin Smith, diretora executiva da BA.

“O medo é que a única maneira de implementá-los seja cortar as transações de e para carteiras auto-custodiadas e carteiras custodiadas por terceiros”, disse.

Isso poderia causar um grande problema de fluxo entre carteiras. Com isso, efetivamente ocorreria uma censura de transações nas redes.

“Limitar as transações ponto a ponto exigiria mudanças nos protocolos envolvidos”, disse Miller Whitehouse-Levine, o gerente de políticas da BA.

Resta saber se o estado teria poder para isso.

Publicidade

Leia também: Mesmo com correções, altas do Bitcoin e Ethereum não terminaram

Leia também: Google anuncia conta digital gratuita integrada ao Google Pay

Leia também: Moedas digitais de bancos podem revolucionar juros, afirma economista

Publicidade
Siga o CriptoFacil no Google News CriptoFacil