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Demanda por ETFs de Bitcoin mantém alta por três semanas

Bitcoin centralizado com fluxos luminosos representando três semanas de entradas em ETFs
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Os ETFs de Bitcoin captaram US$ 986,9 milhões (aproximadamente R$ 5,33 bilhões ao câmbio de R$ 5,40) na semana encerrada em 4 de setembro, um resultado quase 7% superior ao da semana anterior. Com essa entrada, o acumulado das últimas três semanas chega a cerca de US$ 3,8 bilhões (R$ 20,52 bilhões), a melhor sequência da categoria desde o início do ano, segundo dados da SoSoValue.

ETFs de Bitcoin acumulam US$ 3,8 bilhões em três semanas

A sequência começou com cerca de US$ 1,92 bilhão (R$ 10,37 bilhões) na primeira semana, seguida por aproximadamente US$ 924 milhões (R$ 4,99 bilhões) na segunda e os US$ 986,9 milhões mais recentes. A consistência entre as três semanas distingue o movimento atual de um pico isolado de captação.

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Ainda assim, os fundos carregam cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) em saídas líquidas desde o início de 2026. As entradas líquidas desde o lançamento da categoria somam US$ 55,6 bilhões (R$ 300,24 bilhões), enquanto os ativos líquidos sob gestão dos fundos totalizam US$ 101,3 bilhões (R$ 547,02 bilhões). Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir a retomada da demanda institucional nos ETFs, o padrão de recuperação vem se consolidando, mas o déficit acumulado de 2026 ainda não foi zerado.

BlackRock concentra os fluxos da sexta-feira

Na sessão de 4 de setembro, a categoria captou US$ 174,6 milhões (R$ 942,84 milhões), valor bem abaixo dos US$ 730,8 milhões (R$ 3,95 bilhões) do dia anterior, mas suficiente para fechar a semana com a segunda sessão consecutiva em alta. O IBIT, da BlackRock, recebeu US$ 117,4 milhões (R$ 633,96 milhões), cerca de 67% do total diário.

O FBTC, da Fidelity, somou US$ 57,2 milhões (R$ 308,88 milhões), enquanto os demais fundos não registraram entradas ou saídas líquidas na sessão, conforme a tabela da Farside Investors. Desde o lançamento, o IBIT já acumula mais de US$ 64 bilhões (R$ 345,6 bilhões) em entradas, contra cerca de US$ 10,3 bilhões (R$ 55,62 bilhões) do FBTC – uma concentração que deixa parte relevante da demanda dependente de apenas dois veículos.

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Fluxos positivos resistem à queda do Bitcoin

O Bitcoin caiu de cerca de US$ 81.200 (R$ 438.480) para menos de US$ 79.000 (R$ 426.600) durante a sexta-feira, antes de recuperar para aproximadamente US$ 79.700 (R$ 430.380), fechando a semana com variação de cerca de 2,6%. Mesmo com o recuo do preço, os ETFs seguiram captando capital – divergência que pode indicar consolidação de posições durante a queda, mas que não garante recuperação imediata.

Financial candlestick chart displaying Bitcoin price movements with multiple trend lines on a dark background
Photo by Rafael Minguet Delgado on Pexels

Essa distinção fica clara nos ativos totais: de quinta para sexta, o valor sob gestão caiu de US$ 103,3 bilhões para US$ 101,3 bilhões (R$ 557,82 bi para R$ 547,02 bi), apesar da captação diária de US$ 174,6 milhões. A queda do preço do Bitcoin reduziu a valoração das posições mais rápido do que o novo capital conseguiu compensar – um lembrete de que entradas expressivas nos ETFs podem coexistir com pressão sobre o preço.

Enquanto isso, os ETFs de Ethereum captaram apenas US$ 218,4 milhões (R$ 1,18 bilhão) na semana, ante US$ 824,4 milhões (R$ 4,45 bilhões) na anterior – queda de 74%. Os ETFs de XRP recuaram de US$ 110,5 milhões para US$ 19 milhões (R$ 102,6 milhões), uma retração de 83%, movimento que a fonte associa a uma possível reorientação de capital em direção ao Bitcoin, sem estabelecer causalidade definitiva.

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