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Short squeeze leva Bitcoin ao maior nível do ano

Token de Bitcoin subindo enquanto posições vendidas são comprimidas durante um short squeeze
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O Bitcoin superou a marca de US$ 85.000 nesta segunda-feira, negociando ao redor de US$ 84.984 e acumulando alta de aproximadamente 5% em 24 horas. O nível supera a máxima de US$ 82.284 registrada em 4 de setembro e marca o preço mais forte do ativo desde o início do ano.

O movimento não veio isolado. Uma onda de liquidações forçadas em posições vendidas acelerou a compra do ativo e ajudou a empurrar o preço para o novo patamar.

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Short squeeze concentra as liquidações no mercado cripto

Segundo dados da CoinGlass citados pela CoinDesk, cerca de US$ 746,6 milhões em posições cripto foram liquidadas em 24 horas, dos quais US$ 647,9 milhões vieram de apostas na queda. Shorts de Bitcoin responderam por US$ 277,5 milhões desse total, enquanto shorts de Ether somaram outros US$ 122,8 milhões.

O mecanismo é conhecido: quando o preço sobe contra posições vendidas alavancadas, os traders são forçados a recomprar o ativo para encerrar a aposta, o que injeta pressão compradora adicional e amplifica o rali. Como analisamos anteriormente no CriptoFácil ao cobrir um movimento semelhante de alta puxada por liquidação de vendidos, esse padrão tende a se repetir quando o mercado de derivativos acumula excesso de posicionamento bearish.

O interesse aberto (open interest) em contratos subiu 7,59%, para US$ 156 bilhões, mesmo com o volume expressivo de liquidações. O volume de negociação em 24 horas cresceu 39%, para US$ 224 bilhões. A combinação sugere, segundo a cobertura da CoinDesk, que parte dos traders liquidados foi substituída por novas posições, e não que o mercado simplesmente reduziu exposição.

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Mercado amplo acompanha a recuperação do Bitcoin

A alta não ficou restrita ao Bitcoin. Do total de 100 ativos que compõem o índice CoinDesk 100, 95 registraram valorização, e o índice como um todo avançou cerca de 3% na sessão.

O movimento também marca a virada de uma semana volátil. O Bitcoin havia recuado para próximo de US$ 75.000 em 15 de setembro antes de recuperar os US$ 80.000 e, na sequência, romper os US$ 85.000. A CoinDesk aponta como pano de fundo uma melhora geral no apetite por risco, incluindo desenvolvimentos regulatórios sobre ações tokenizadas nos Estados Unidos e a queda nos preços do petróleo – fatores de contexto amplo, não necessariamente a causa direta do salto de segunda-feira.

A própria cobertura da CoinDesk reforça que o gatilho imediato do movimento foi o desmonte em larga escala de posições vendidas alavancadas, não uma mudança estrutural isolada em fundamentos. Como já mostramos ao cobrir as liquidações registradas quando o Bitcoin rondava os US$ 80 mil, o episódio atual ocorreu com o open interest em alta.

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Para o investidor brasileiro, o dado relevante segue sendo o comportamento do open interest e do volume nas próximas sessões: se ambos recuarem junto com o preço, o rali perde sustentação; se seguirem subindo, o mercado sinaliza apetite renovado por risco.

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